Scott Bessent disse nesta segunda (31), em Asheville, que Washington manterá e ampliará medidas econômicas contra Teerã. Ele relacionou a reação violenta iraniana às dificuldades econômicas do país.
O secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta segunda-feira (31) que Washington dará continuidade à ampliação da pressão econômica sobre o Irã. As declarações foram feitas em entrevista às margens da reunião de ministros de Finanças e presidentes de bancos centrais do G20, em Asheville, na Carolina do Norte.
Segundo o secretário, o governo americano observa reação violenta de Teerã e interpreta esse comportamento como consequência das dificuldades econômicas enfrentadas pelo país.
“Vamos continuar exercendo pressão sobre o Irã”
O próprio Bessent relacionou a escalada de ações do Irã a um impacto econômico percebido por Washington.
“está reagindo com violência porque está perdendo economicamente para nós”
Em outra passagem destacada da entrevista, o secretário afirmou que é possível manter a pressão sem provocar um colapso econômico amplo no país, mas defendeu mudança política no comando iraniano.
“A economia do Irã não precisa entrar em colapso, mas o regime iraniano precisa cair”
O tom das declarações ocorreu após a retomada de ataques entre os Estados Unidos e o Irã no fim de semana e em meio a uma nova campanha de Washington para ampliar o isolamento financeiro da República Islâmica. Essas medidas incluem esforços para restringir as operações financeiras internacionais do país e aumentar a vigilância sobre fluxos que possam driblar sanções.
O secretário do Tesouro também abordou a situação fiscal dos Estados Unidos durante a mesma entrevista. Ele voltou a defender a ideia de que o caminho para reduzir o endividamento passa por crescimento econômico mais robusto.
“a única forma de sair da dívida é crescer”
As falas do secretário acontecem no centro de um debate internacional sobre equilíbrio entre pressão econômica, riscos de escalada militar e impactos humanitários. Autoridades e analistas acompanham os efeitos das medidas anunciadas sobre mercados, cadeias de pagamento e parceiros comerciais, enquanto governos ponderam respostas diplomáticas e estratégicas. A declaração do dia 31 reforça que a posição americana seguirá sendo voltada a ampliar restrições financeiras ao Irã, segundo a avaliação do próprio representante do Tesouro.
