No dia 29 de maio de 2026, durante um evento em Sergipe, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva revelou seu desejo de reverter as privatizações de empresas estratégicas, como a Eletrobras e a BR Distribuidora. Segundo Lula, essas privatizações ocorreram devido à “falta de competência” dos gestores para administrar empresas públicas e lidar com seus trabalhadores.
O presidente fez críticas contundentes aos processos de venda de estatais realizados por administrações anteriores, argumentando que as privatizações não são a solução ideal para os problemas enfrentados pelo setor público. Ele afirmou que, ao invés de buscar alternativas eficazes de gestão, alguns líderes optaram por vender ativos importantes, o que, segundo ele, demonstra uma incapacidade de administração.
Durante seu discurso, Lula destacou a importância de reativar a produção de fertilizantes na unidade da Fafen-SE, localizada em Pedra Branca, no município de Laranjeiras. Ele enfatizou que a reativação dessa unidade é um passo significativo para fortalecer a economia local e o setor agrícola.
“É importante vocês saberem que eu ainda sonho em trazer a Eletrobras de volta, para ser uma empresa pública neste país. A privatização foi tão canalha que disseram que será três vezes mais caro para o governo comprar”, afirmou Lula, expressando sua frustração com a situação atual das estatais.
Além disso, ele mencionou a BR Distribuidora, que ainda utiliza o nome da Petrobras, e lamentou os desafios legais e financeiros que dificultam uma possível recompra. “Se a gente quiser comprar de volta, só será [possível] em 2029”, disse, referindo-se à complexidade envolvida nesse processo.
“Tem gente que acha que é só vender. É gente que não tem competência. Eles desmontam a coisa pública para entregar de graça, por não saberem administrar nem lidar com o trabalhador”, completou o presidente, sublinhando a necessidade de uma gestão mais responsável e comprometida com o bem público.
A fala de Lula reflete um posicionamento claro sobre as políticas de privatização e a importância de manter o controle estatal sobre setores considerados estratégicos para o desenvolvimento do país.
