Em entrevista ao Jornal Nacional, o presidenciável afirmou que um dispositivo nuclear elevaria o prestígio internacional do Brasil. A declaração gerou reação e acirrou o debate sobre defesa e política externa.
O candidato à Presidência Renan Santos (Missão) defendeu, nesta quarta-feira (26), a criação de uma bomba atômica brasileira como forma de garantir a soberania do país. A declaração foi dada em entrevista ao Jornal Nacional e provocou reação no debate público sobre política externa e defesa.
Na entrevista, Renan Santos afirmou que o armamento nuclear faz parte da “construção de uma nação soberana” e relacionou a posse desse tipo de arma ao prestígio internacional de países mais poderosos.
“A arma nuclear faz parte da ‘construção de uma nação soberana’.”
O presidenciável disse também que nações que detêm esse tipo de armamento “são respeitadas por isso” e citou esse fator como elemento a ser buscado pelo Brasil ao longo das próximas décadas.
“Se quisermos ser uma nação séria e respeitada, nos próximos 30 anos, nós precisamos ter armas nucleares. Não para ficar arrumando briga, mas ter poder de dissuasão e para as nossas riquezas sejam respeitadas”
Em outro trecho da entrevista, Renan Santos alertou para riscos que, segundo ele, o país correria caso não adotasse postura de maior autonomia estratégica.
“O Brasil será vítima caso não se coloque como soberano em um mundo em conflito.”
As declarações tocaram em temas sensíveis da agenda de defesa e soberania nacional. O candidato apresentou a proposta como uma política de longo prazo, mencionando um horizonte de 30 anos para a aquisição do armamento com base na ideia de dissuasão e proteção de recursos.
Especialistas, atores políticos e a sociedade em geral costumam apontar que decisões sobre tecnologia e armamento nuclear envolvem tratados internacionais, investimentos técnicos e debates de segurança que vão além das opções de um governo. A proposta divulgada por Renan Santos deve ser objeto de questionamentos e de análise por parte de autoridades, lideranças e opinadores no decorrer da campanha.
O posicionamento do presidenciável integra o conjunto de propostas que têm marcado o discurso do candidato nas entrevistas e aparições públicas. A mensagem sobre a necessidade de armamento nuclear foi apresentada de forma enfática e tem potencial para influenciar a agenda de discussão entre os eleitores e outros candidatos nas próximas semanas.
