Kanter Freedom e Royce White foram considerados inelegíveis após anunciarem que disputarão a WNBA em 2027 como mulheres. Fontes dizem que a iniciativa visou provocar o debate sobre atletas trans.
A liga feminina de basquete dos Estados Unidos considerou inelegíveis os ex-jogadores da NBA Enes Kanter Freedom e Royce White, que anunciaram a intenção de disputar a competição em 2027 após se declararem mulheres. A informação foi divulgada por fontes ligadas à organização dos torneios norte-americanos.
Segundo as fontes, a iniciativa dos dois atletas foi interpretada internamente como uma tentativa de chamar atenção para o debate sobre a participação de atletas trans em competições femininas. A liga afirmou internamente que não pretende permitir que uma controvérsia produzida externamente determine seus procedimentos.
Os dois jogadores tinham a intenção de participar do draft de 2027, o processo pelo qual as equipes da liga feminina escolhem atletas para seus elencos. Enes Kanter Freedom disputou 11 temporadas na NBA; Royce White atuou em três partidas na liga masculina.
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A discussão ganhou maior relevância porque as regras da liga estabelecem que apenas mulheres podem jogar, mas não definem publicamente se o critério considera sexo biológico ou identidade de gênero. A liga ainda discutia o assunto e não havia anunciado uma política específica para atletas trans quando a decisão de inelegibilidade foi divulgada.
O episódio ocorre em meio a um debate político e cultural nos Estados Unidos sobre a participação de homens que se identificam como mulheres em competições femininas. O texto original mencionou que o governo do presidente Donald Trump adotou medidas para restringir essa participação, enquanto organizações favoráveis à inclusão defendem critérios diferentes.
Além da tentativa de entrada no draft, Enes Kanter Freedom esteve envolvido em outra polêmica recente: ele foi retirado de uma partida da liga feminina após discussão com a jogadora Natasha Cloud. Na ocasião, o ex-jogador estava nas arquibancadas usando uma camiseta com uma definição biológica de mulher, episódio que também repercutiu internamente entre organizadores e atletas.
A decisão sobre a inelegibilidade de Kanter e White amplia o debate sobre como as ligas vão tratar casos semelhantes no futuro, enquanto a liga feminina continua avaliando regras e critérios sem, por enquanto, torná-los públicos.
