Em entrevista à Rádio Metrópole, Durigan afirmou que o grupo ligado a Lula vai priorizar reduzir juros e jornada de trabalho. Ele assegurou que não haverá retrocesso nas conquistas sociais.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta sexta-feira (21) que o foco do grupo ligado ao candidato à reeleição Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nos próximos anos será a redução da jornada de trabalho e a diminuição dos juros, sem retrocessos nas conquistas sociais. Ele concedeu entrevista à Rádio Metrópole da Bahia.
Segundo Durigan, as prioridades econômicas e sociais precisam avançar sem abertura para voltar atrás em medidas consideradas avanços recentes. Na entrevista, ele destacou dois pontos que devem orientar a atuação: jornada de trabalho e juros.
Qual é o nosso foco daqui para frente? Não retroagir, nós não podemos voltar atrás dessas melhorias que nós alcançamos. Mas tem aspectos que têm que melhorar, e eu vou destacar o aspecto da jornada de trabalho, e, além disso, enfrentar o tema dos juros.
O ministro também comentou a relação entre mercado e política, questionando o apoio de setores econômicos ao governo anterior, comandado por Jair Bolsonaro. Durigan classificou como medidas irresponsáveis medidas aprovadas naquele período e disse não compreender completamente o alinhamento de parte do mercado com a gestão anterior.
Eu me indigno muito quando se diz que o mercado torce — ou setores do mercado torcem — para as forças políticas que governaram o país até 2022. Eu fico impressionado porque, naquele período, foram aprovadas medidas irresponsáveis.
Para Durigan, soluções fáceis ou promessas de uma “bala de prata” não resolverão os problemas econômicos. Ele afirmou que a melhora nas condições econômicas exigirá responsabilidade fiscal e social de forma conjunta, sem atalhos retóricos.
O ministro também reafirmou uma avaliação feita anteriormente, dizendo não ser crível que a família Bolsonaro proponha a criação de um conselho com o Supremo Tribunal Federal para discutir a situação fiscal do país, opinião que ele já havia manifestado em entrevista à Rádio CBN na quinta-feira (20).
O que nós vamos acreditar? Que a família Bolsonaro vai propor um consenso superior de tratativas fiscais para encaminhar pacificamente no diálogo com as supremas medidas econômicas? Isso é crível? Ou é crível que a gente esteja insistindo em um equilíbrio entre ajuste de contas e valorização da nossa política social?
As declarações de Durigan reforçam a ênfase do ministério em combinar metas fiscais com manutenção e avanço de políticas sociais, apontando para uma agenda que, segundo ele, prioriza tanto o ajuste econômico quanto a proteção dos direitos trabalhistas.
