Nos dias 13 e 14 de agosto de 2026, a varejista promoveu reestruturação que afetou quase 29% da rede, segundo veículo nacional. Cerca de 600 funcionários foram desligados no primeiro dia; os demais saíram no seguinte.
A Casas Bahia anunciou o fechamento de 298 lojas e a demissão de aproximadamente 1,9 mil funcionários entre os dias 13 e 14 de agosto de 2026. Essa é uma das maiores reduções na operação da companhia nos últimos anos. As informações foram confirmadas por um veículo de comunicação nacional.
O encerramento das unidades representa cerca de 28,7% da rede, que contava com pouco mais de mil lojas. No primeiro dia de desligamentos, aproximadamente 600 funcionários foram demitidos, enquanto os demais cortes, que envolvem entre 1,3 mil e 1,4 mil trabalhadores, estavam programados para ocorrer no dia seguinte. A expectativa é que o número total de demissões chegue a 3 mil.
Essa reestruturação ocorre em um momento de crise, com a empresa enfrentando sérias dificuldades financeiras. No primeiro trimestre de 2026, a Casas Bahia registrou um prejuízo de quase R$ 1,1 bilhão. Em 2025, a companhia acumulou um prejuízo líquido próximo a R$ 3 bilhões, o que evidencia a pressão sobre a operação da rede de varejo.
A redução de lojas já era uma tendência observada anteriormente, já que, ao final de 2025, a Casas Bahia contava com 1.042 unidades, um número inferior ao registrado em anos anteriores. Nos 12 meses que se encerraram em março deste ano, foram fechadas 26 unidades, incluindo 12 da Casas Bahia e 14 do Ponto Frio.
Além do fechamento de lojas, a empresa busca adaptar sua operação ao cenário atual, investindo em canais digitais. No primeiro trimestre, as vendas online de produtos próprios tiveram um crescimento de 26%, enquanto as vendas nas lojas físicas apresentaram uma queda de 1,8%. Essa mudança reflete uma tentativa da companhia de se reestruturar e se adequar às novas necessidades dos consumidores.
Desde 2023, a Casas Bahia vem passando por um processo de reestruturação financeira, que inclui uma recuperação extrajudicial envolvendo cerca de R$ 4 bilhões em dívidas. A nova medida de cortes nas lojas e funcionários tem como objetivo a redução de custos e a adequação da estrutura da varejista ao atual cenário econômico desafiador.
