Pedro Ely Cordeiro dos Santos, 43, foi encontrado morto na madrugada de 10 de julho em Pinheiros. Exames do IML indicam combinação de bebida com substâncias; a Polícia Civil apura a hipótese de golpe.
A Polícia Civil de São Paulo investiga a morte do advogado carioca Pedro Ely Cordeiro dos Santos, de 43 anos, encontrado sem vida na madrugada do dia 10 de julho, no bairro de Pinheiros, na zona oeste da capital paulista. A linha de investigação aponta para a possibilidade de que ele tenha sido vítima do golpe conhecido como ‘Boa Noite, Cinderela’, onde a pessoa é dopada com substâncias misturadas em bebidas, facilitando roubos ou outros crimes.
A suspeita ganhou força após os exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML), que indicaram que Pedro morreu devido a uma combinação de bebida alcoólica e uma substância anestésica. Laudos toxicológicos mostraram a presença de álcool etílico e anestésico no corpo do advogado, corroborando a hipótese de que ele tenha sido dopado.
A investigação já estava em andamento e, segundo informações de um advogado da família de Pedro, os investigadores começaram a analisar movimentações financeiras que ocorreram após o advogado passar mal. Entre as operações, destaca-se a compra de cerca de R$ 20 em cigarros e cerveja, feita na região central de São Paulo, além de uma tentativa de movimentação de aproximadamente R$ 9.800, que foi bloqueada pelo sistema de segurança do banco.
Câmeras de segurança registraram as últimas horas de vida de Pedro. As imagens mostram o advogado acompanhado por um homem com boné branco em uma adega, pouco antes de ser encontrado. O encontro, segundo as investigações, pode ter sido agendado por meio de um aplicativo.
A polícia conseguiu identificar o homem que aparece nas gravações e está em busca dele para entender melhor a relação com a vítima e os eventos que ocorreram nas horas que antecederam a morte. Contudo, a participação dele no possível crime ainda não foi confirmada.
Além disso, Pedro foi visto apresentando sinais de mal-estar e dificuldades para caminhar. Ao todo, foram feitos três chamados ao Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). O último chamado foi realizado por uma mulher, que agora é considerada suspeita e está sendo investigada pela polícia.
