Relatório aponta que propinas, desvios e prejuízos em seis grandes casos ligados ao PT somam mais de R$ 115 bilhões. Esse valor poderia financiar cerca de 58 mil UBS ou 10,5 mil escolas de tempo integral.
Um levantamento aponta que os seis maiores escândalos de corrupção associados ao Partido dos Trabalhadores (PT) somam mais de R$ 115 bilhões. O valor abrange propinas, desvios e prejuízos contabilizados em diversos episódios que marcaram a trajetória do partido, conforme uma reportagem recente.
Essa quantia impressionante poderia financiar a construção de aproximadamente 58 mil unidades básicas de saúde ou 10,5 mil escolas de tempo integral. Além disso, o montante seria suficiente para garantir mais de dez anos de investimentos em conservação e recuperação de rodovias, conforme os recursos aplicados pelo Dnit em 2025.
A história da corrupção ligada ao PT remonta a antes da ascensão de Luiz Inácio Lula da Silva ao Palácio do Planalto. O partido esteve envolvido no caso Banestado e, durante o primeiro mandato de Lula, enfrentou o Mensalão. Este esquema de pagamentos a parlamentares da base governista culminou na Ação Penal 470, que destacou figuras como José Dirceu, Delúbio Soares, José Genoino e Marcos Valério. As perícias anexadas ao processo indicaram um desvio de pelo menos R$ 100 milhões.
Outros casos aumentaram a soma total. Investigações sobre fundos de pensão de estatais revelaram aportes irregulares de bilhões de reais. A Operação Calicute expôs um esquema liderado por Sérgio Cabral no Rio de Janeiro, e a Lava Jato trouxe à tona um sistema de cartel na Petrobras, onde a estatal reconheceu perdas superiores a R$ 6 bilhões em decorrência da corrupção. Peritos da Polícia Federal estimaram que os danos poderiam ultrapassar R$ 40 bilhões.
Com o tempo, novos escândalos surgiram, mantendo a investigação em torno do governo Lula. Em abril de 2025, a Operação Sem Desconto, iniciada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União, revelou cobranças indevidas sobre benefícios de aposentados e pensionistas do INSS, totalizando mais de R$ 6 bilhões entre 2019 e 2025.
As investigações também tocaram personagens próximos à família presidencial. Frei Chico, irmão de Lula, e Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, foram mencionados devido a pagamentos feitos por empresas ligadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, também conhecido como “Careca do INSS”. Lulinha nega envolvimento em qualquer irregularidade.
Outro episódio significativo se deu com o Banco Master, liquidado pelo Banco Central em novembro de 2025, que deixou um rombo estimado em R$ 40 bilhões para o Fundo Garantidor de Créditos. As investigações revelaram relações do banco com figuras influentes da política nacional.
Os nomes dos escândalos mudaram ao longo do tempo, mas os valores continuam a impressionar. A reportagem especial analisa essa trajetória, apresentando os números de cada caso e quanto do dinheiro desviado conseguiu ser recuperado pelos cofres públicos.

