Em encontro com generais, presidente expressou insatisfação com o modelo ACJ-319 comprado em 2005. Declarações vieram à tona por meio de veículo de imprensa.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a manifestar críticas ao avião presidencial durante uma reunião com a cúpula militar, realizada na semana passada. As declarações foram divulgadas por um meio de comunicação e revelam a insatisfação do presidente com o atual modelo da aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB).
O avião em questão é um Airbus ACJ-319, adquirido em 2005, ainda no primeiro mandato de Lula. A compra gerou controvérsias na época, sendo apelidada de “Aerolula” pela oposição, que utilizou o termo de forma pejorativa. O custo da aquisição foi de US$ 56,7 milhões, o que equivalia a aproximadamente R$ 167 milhões na época, e a aeronave já foi utilizada por outros presidentes, incluindo Dilma Rousseff, Michel Temer e Jair Bolsonaro.
A insatisfação de Lula e da primeira-dama, Janja, em relação ao modelo atual é antiga. O presidente expressou o desejo de contar com um novo equipamento que possua maior autonomia para voos internacionais, além de mais espaço para reuniões e uma área VIP ampliada. Atualmente, o Airbus tem um alcance de 8.500 km, considerado insuficiente para rotas longas, o que obriga a realização de escalas.
Apesar das críticas, a troca do avião não está nos planos imediatos do governo. A aquisição de uma nova aeronave exigiria um investimento em torno de R$ 2 bilhões, e a mudança poderia gerar desgaste político em um ano eleitoral. O presidente já havia indicado anteriormente que suas queixas sobre o avião não resultarão em mudanças imediatas.
Antes do Airbus, o transporte presidencial era feito por um Boeing 707, apelidado de “Sucatão”, que foi adquirido em 1986 durante o governo de José Sarney. Este modelo foi aposentado devido ao alto custo de manutenção e ao consumo elevado de combustível, além de enfrentar dificuldades em pistas curtas e ter uma autonomia limitada.
