Na quarta (5), 137 ferroviários aprovaram em assembleia o fim da greve e retorno escalonado às linhas 11, 12 e 13. A categoria aguarda até o dia 19 deste mês para assinar novo acordo coletivo no TRT.
Os ferroviários decidiram na tarde de quarta-feira (5) encerrar a greve que afetava as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade da Companhia Paulista de Trens Metropolitanos (CPTM). A deliberação ocorreu durante uma assembleia, onde 137 trabalhadores aceitaram voltar ao trabalho de forma gradual.
Os ferroviários aguardam até o dia 19 deste mês para assinar um novo acordo coletivo de trabalho junto ao Tribunal Regional do Trabalho (TRT). De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores em Empresas Ferroviárias da Zona Central do Brasil, a decisão de encerrar a greve foi motivada pela apresentação de uma proposta do governo do estado, que trouxe avanços nas reivindicações da categoria, especialmente no que diz respeito às garantias durante o processo de concessão.
Os trabalhadores devem retomar as atividades pela estação Brás nas linhas 11-Coral e 12-Safira, seguindo em direção aos seus postos de trabalho. Durante a assembleia, houve divisão entre os trabalhadores, com 26 votando contra o fim da greve, enquanto 137 optaram por retornar ao trabalho.
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Na manhã de quarta-feira, a Linha 13-Jade já havia normalizado suas operações, com a CPTM informando que os trens circulavam entre as estações Aeroporto Guarulhos e Engenheiro Goulart desde as 6h. No entanto, apenas um trem estava percorrendo o trecho de cerca de 12 km, o que resultava em um aumento no intervalo entre as viagens.
As linhas 11-Coral e 12-Safira operavam de forma parcial, enquanto a Linha 10-Turquesa, que não foi afetada pela greve, mantinha seu funcionamento normal. Na terça-feira (4), a greve foi mantida após assembleia, quando a categoria decidiu continuar com o movimento. Novas negociações entre o sindicato e o governo estavam previstas para ocorrer na quarta-feira.
A greve foi desencadeada após um caos nas três linhas no mês anterior, quando a circulação dos trens foi interrompida temporariamente devido a uma ocorrência que afetou o fornecimento de energia entre as estações Brás e Sebastião Gualberto. Essa falha causou sérios transtornos aos passageiros, que relataram dificuldades para embarcar, catracas travadas e plataformas lotadas em várias estações.
Vídeos nas redes sociais mostraram passageiros caminhando sobre os trilhos durante a interrupção, que também teve um foco de incêndio registrado em um trem próximo ao pátio de manutenção da concessionária, na região da Estação Bresser-Mooca. Em resposta ao caos, a Artesp (Agência de Transporte do Estado de São Paulo) anunciou que a CPTM voltaria a operar as linhas 11-Coral, 12-Safira e 13-Jade por até 90 dias.
