Em 2 de agosto, na Zona Norte de São Paulo, Alckmin criticou a desconfiança sobre as urnas e afirmou que o sistema não admite interferência externa. Afirmou ainda que duvidar do voto é admitir derrota.
O vice-presidente Geraldo Alckmin fez críticas à desconfiança em relação às urnas eletrônicas durante uma convenção do Partido dos Trabalhadores (PT) no domingo, 2 de agosto. O evento, que ocorreu na Zona Norte de São Paulo, oficializou a candidatura de Luiz Inácio Lula da Silva à presidência e Alckmin como seu vice.
Alckmin afirmou que o sistema de votação é tão eficiente que não aceita interferências externas, e destacou que quem não acredita no voto popular não deveria ser candidato a presidente. Ele declarou:
“Descrença na urna é cheiro, fumaça de derrota. Urna eletrônica é tão competente que não aceita voto da argentina e americano.”
O vice-presidente ressaltou a importância da militância e da democracia no PT, mencionando que um partido sem militância pode se tornar apenas um catálogo de boas intenções. Alckmin também fez uma crítica à oposição, relembrando o contexto eleitoral de quatro anos atrás. Ele afirmou:
“Há quatro anos estivemos aqui para salvar a democracia que estava em risco. Se os adversários, perdendo as eleições, tentaram golpe de estado e tinham como projeto matar aqueles que foram eleitos pelo povo, imagina se tivessem ganhado as eleições.”
Durante a convenção, o presidente Lula foi oficialmente lançado como candidato à reeleição, buscando seu quarto mandato. Lula, que completou 80 anos, já foi eleito nas eleições de 2002, 2006 e 2022. O anúncio de sua candidatura foi feito por Edinho Silva, presidente nacional do PT, que também confirmou Alckmin como seu vice.
A confirmação da candidatura de Alckmin já havia sido realizada em 29 de julho, durante uma convenção do partido em Brasília, que contou com a presença de líderes de partidos aliados, parlamentares e outros destacáveis do PSB. O presidente Lula estava presente no evento, onde a aliança para as próximas eleições foi reafirmada.
