Na convenção estadual do PT no Ceará, o presidente afirmou que impedirá o retorno da direita e criticou Donald Trump e Javier Milei. Reforçou que não quer interferência estrangeira.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que a direita não voltará ao comando do Brasil enquanto ele estiver vivo. A declaração foi feita durante a convenção estadual do Partido dos Trabalhadores (PT) no Ceará, onde também criticou os líderes políticos Donald Trump, dos Estados Unidos, e Javier Milei, da Argentina.
“Enquanto eu viver, a direita não voltará a governar este país”, afirmou Lula. “E vou dizer mais, vou dizer que venha ajudá-los quem quiser. Se quiser vir o Trump, que venha. Se quiser vir o Milei, que venha. Venha quem quiser. Eu não quero ajuda de fora. A única ajuda que eu quero é a ajuda do povo brasileiro para que a gente possa manter a democracia desse país.”
A declaração ocorreu na sexta-feira, 31 de julho de 2026, durante o evento que confirmou a candidatura à reeleição do governador Elmano de Freitas (PT) no Ceará. Durante o mesmo discurso, Lula expressou apoio às candidaturas de Cid Gomes (PSB) ao Senado e de Gabriella Aguiar (PSD) à vice-governadoria do Estado.
O presidente também defendeu a necessidade de investimentos em educação e ensino superior, enfatizando que o Brasil deve ampliar a formação de profissionais nas áreas de engenharia, matemática e inteligência artificial para aumentar a competitividade no cenário internacional. Nesse contexto, fez novas críticas a Trump, destacando a importância de formar profissionais capacitados para competir com outros países.
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“Nós precisamos fazer mais universidades, fazer mais institutos federais”, continuou. “Ensinar mais matemática, mais engenharia. Não é preciso formar mais tantos advogados como formamos hoje. Nós precisamos apostar na nossa meninada, estudar engenharia, estudar inteligência artificial, estudar matemática para que a gente possa competir com a China, para que a gente possa acabar com a arrogância do Trump e dizer: ‘Nós somos o país que mais temos investimentos’. Nós poderemos passar eles. Porque o brasileiro não deve inteligência a ninguém.”
Durante a convenção, Lula reiterou que o Brasil não aceitará pressões externas, afirmando: “Ninguém fará eu baixar a cabeça para ninguém”. Essas declarações ocorrem em um cenário de tensões diplomáticas com os Estados Unidos e a Argentina.
No dia 29 de julho, Trump prorrogou a ordem executiva que mantém o Brasil sob estado de emergência nacional, medida que serve de base para a adoção de sanções e restrições. Um dia depois, o governo brasileiro criticou a decisão da Casa Branca, considerando-a “inteiramente descabida”.
A troca de declarações com Milei também se intensificou após o presidente argentino criticar o governo brasileiro em um evento político, levando o Itamaraty a convocar o embaixador argentino para esclarecimentos.



