O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Octavio Gallotti, faleceu neste domingo, dia 26 de julho de 2026, aos 95 anos. Ele foi casado com Iára Chateaubriand Pereira Diniz Gallotti e deixou dois filhos: Luiz Gallotti Neto e a ministra Maria Isabel Diniz Gallotti Rodrigues, que atua no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Octavio Gallotti nasceu em 27 de outubro de 1930, no Rio de Janeiro. Era filho de Maria Antonieta Pires e Albuquerque Gallotti e do ex-presidente do STF Luiz Gallotti. Seu avô materno, Antônio Pires e Albuquerque, também teve a trajetória marcada pela justiça, integrando a Corte.
Ele concluiu o curso de direito em 1953 pela Faculdade Nacional de Direito da Universidade do Brasil, atual Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ). Durante a graduação, Gallotti estagiou no Ministério Público do Distrito Federal, na antiga capital do Brasil.
Iniciando sua carreira, ele atuou como assistente do Procurador-Geral da República e, em 1956, tornou-se procurador do Ministério Público junto ao Tribunal de Contas. Em 1966, assumiu o cargo de procurador-geral.
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Em 19 de junho de 1973, Gallotti foi empossado como ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Oito dias após sua posse, ele foi eleito vice-presidente e, em dezembro do mesmo ano, assumiu a presidência do TCU.
Gallotti recebeu a nomeação para o STF em 1984, feita pelo ex-presidente João Figueiredo, tornando-se o último ministro indicado durante o período da Ditadura Militar. Ele se tornou um integrante efetivo do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em 1989 e comandou a Corte Eleitoral de 1994 a 1996.
No período em que presidiu o STF, de 1993 a 1995, ele exerceu brevemente a Presidência da República em duas ocasiões: de 13 a 15 de junho e de 4 a 6 de agosto de 1994. Gallotti se aposentou em 2000, encerrando uma longa e relevante trajetória na Justiça brasileira.
