O Su-57 caiu nesta quinta (23) durante um treino nos arredores de Odintsovo, a oeste de Moscou. O piloto ejetou-se e saiu ileso. É a primeira queda do modelo desde 2020; autoridades investigam possível falha nos motores.
Um Sukhoi Su-57, considerado o caça mais avançado da Rússia, caiu nesta quinta-feira, 23, durante um voo de treinamento nas proximidades de Moscou. Este incidente marca a primeira queda deste modelo desde que entrou em operação na Força Aérea russa, em 2020.
O Ministério da Defesa da Rússia confirmou o acidente, que ocorreu nas imediações de Odintsovo, a aproximadamente 25 quilômetros a oeste da capital. No entanto, não foram fornecidos detalhes sobre as causas da queda. O piloto, felizmente, conseguiu se ejetar antes da aeronave atingir o solo.
Agentes russos apontaram falhas nos dois motores como a causa do acidente. Entretanto, veículos de comunicação ucranianos apresentaram uma teoria diferente. Baseando-se em informações do site InformNapalm, esses veículos sugeriram que hackers ucranianos teriam invadido o sistema de defesa antiaérea na região, fazendo com que o caça russo fosse identificado erroneamente como um drone inimigo.
A especulação em torno da queda ganhou destaque em função da localização do incidente. A residência oficial do presidente Vladimir Putin, em Novo-Ogariovo, está situada nas proximidades e é conhecida por sua forte proteção com sistemas antiaéreos.
A queda do caça Su-57 é um episódio que não só afeta a reputação da aviação militar russa, mas também destaca os desafios enfrentados pelo país em sua guerra contra a Ucrânia.
Além disso, o ocorrido se soma a um outro incidente envolvendo um caça Su-35S, que também caiu no dia 8 deste mês. O Su-35S é um dos principais caças da frota russa, que conta com 127 unidades. De acordo com o monitor independente Oryx, oito Su-35S já haviam sido perdidos na guerra, mas não havia registro de nenhum acidente até então.
O desenvolvimento do Su-57 enfrentou diversos atrasos, com cerca de dez anos entre o primeiro voo e a entrada em serviço. O Instituto Internacional de Estudos Estratégicos, com sede em Londres, informou que, até o final de 2025, apenas 22 das 76 unidades encomendadas pela Rússia estavam em operação.
Outros países que possuem caças de quinta geração também relataram perdas. Os Estados Unidos, por exemplo, contabilizam 14 F-35 perdidos, enquanto o F-22 teve seis perdas, com 185 unidades ainda em operação.
O Su-57 obteve seu primeiro comprador estrangeiro em 2025, quando a Argélia adquiriu 14 unidades, tornando-se o primeiro país africano a incorporar um caça de quinta geração. O contrato estabeleceu um custo de R$ 713 milhões por aeronave, incluindo equipamentos de apoio e armamentos.
A fabricante russa busca expandir o mercado externo do modelo. Neste ano, um protótipo de dois lugares realizou seu voo inaugural, com a Índia como um dos principais mercados em potencial. Nova Déli, que inicialmente participou do projeto, saiu do programa, mas agora está avaliando uma possível aquisição.
Atualmente, a Rússia utiliza o Su-57 de maneira limitada na guerra contra a Ucrânia, empregando o caça principalmente para realizar disparos a longa distância, evitando o alcance dos sistemas antiaéreos ucranianos.
