Um jovem da Flórida retirou a ação, informaram seus advogados nesta quarta (22), dias antes do julgamento em Los Angeles. Ele diz que o uso compulsivo das redes causou ansiedade, depressão e pensamentos suicidas e continua em tratamento.
Um adolescente da Flórida retirou uma ação judicial contra a Meta, conforme anunciado por seus advogados nesta quarta-feira (22). O caso, que tratava dos supostos efeitos nocivos das redes sociais em menores, foi encerrado sem julgamento, poucos dias antes do início do processo em Los Angeles, programado para 27 de julho.
O demandante, identificado pelas iniciais R.K.C., alegou que o uso compulsivo das redes sociais contribuiu para o desenvolvimento de ansiedade, depressão e pensamentos suicidas, condições para as quais continua em tratamento. Seu caso foi escolhido como referência para ajudar a resolver milhares de ações similares em todo o país.
Recentemente, um primeiro julgamento resultou em uma decisão contra a Meta e o Google, onde um juiz de Los Angeles determinou que ambas as empresas indenizassem uma mulher de 20 anos, K.G.M., em seis milhões de dólares, cerca de 30 milhões de reais.
“R.K.C. se incorporou a este processo, querendo responsabilizar as companhias de redes sociais e pressionar por mudanças para proteger jovens como ele. Conseguiu”, afirmaram os advogados Emily Jeffcott e Rahul Ravipudi.
Os advogados acrescentaram que, em função do resultado positivo do litígio global e das preocupações do demandante em passar por um extenso julgamento, ele decidiu retirar suas reclamações contra a Meta. Eles destacaram que R.K.C. está focado em sua recuperação e em continuar sua terapia para levar uma vida normal.
Um porta-voz da Meta comentou: “Dias depois de chegar a um acordo com outras empresas de redes sociais, o demandante abandonou seu caso contra a Meta, o único acusado que restava, sem receber nenhum pagamento”.
Ainda segundo a Meta, evidências mostraram que o adolescente passava apenas alguns minutos por dia nas plataformas Facebook e Instagram, e que a maioria de suas contas foi criada após a contratação de um advogado para apresentar a ação.
O YouTube alcançou um acordo confidencial com R.K.C. em junho, enquanto TikTok e Snap firmaram seus próprios acordos nos dias 1 e 20 de julho, respectivamente. A Meta enfrenta um número crescente de ações legais que questionam se seus produtos geram dependência e causam danos aos jovens.
Outro caso no Novo México concluiu que a Meta enganou consumidores sobre os riscos de segurança que suas plataformas representam para menores, resultando em uma ordem para que a empresa pagasse 375 milhões de dólares, aproximadamente R$ 1,89 bilhão, em danos.
