Senadores da bancada do agronegócio e da base do governo estão avançando nas negociações para um acordo sobre a medida provisória que trata dos caminhoneiros, mas sem a participação de representantes da categoria, que é a principal afetada pelas mudanças em discussão.
A senadora Tereza Cristina (PP-MS), o senador Jaime Bagattoli (PL-RO) e a senadora Teresa Leitão (PT-PE) se reuniram para buscar um entendimento sobre o texto. De acordo com informações obtidas, as negociações incluem a retirada de pontos considerados sensíveis aos caminhoneiros, como a anistia de multas e a previsão de um piso de R$ 5 mil.
Hoje, uma nova rodada de negociações será realizada com a presença do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), além de Tereza Cristina e Teresa Leitão. A expectativa é que um acordo seja fechado antes da apresentação do parecer sobre a medida.
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O relator da medida provisória, que está em recuperação após um procedimento cirúrgico na garganta, abriu mão do período de repouso para retornar a Brasília e participar das negociações finais, conforme apurado.
No entanto, nos bastidores, representantes do setor de transportes demonstram forte insatisfação com os rumos das tratativas. A avaliação de lideranças do setor é de que, caso sejam confirmadas a retirada da anistia de multas, do piso de R$ 5 mil e de outros pontos considerados essenciais, a medida provisória ficará esvaziada. Para integrantes do setor, nesse cenário, seria preferível “rasgar” o texto do que aprovar uma versão que não contemple as principais reivindicações dos caminhoneiros.
A ausência da categoria nas negociações é o principal alvo das críticas. Apesar de a medida provisória tratar diretamente dos caminhoneiros, as discussões vêm sendo conduzidas entre representantes do agronegócio e do governo, sem a participação do setor que será diretamente impactado pelas mudanças propostas.
