A defesa de Jair Bolsonaro (PL) alegou, nesta quarta-feira (15), que o ex-presidente não tinha conhecimento de que seu filho Flávio, pré-candidato à presidência pelo PL, leria publicamente uma carta que escreveu. A leitura do documento pelo senador foi classificada como um uso indireto das redes sociais, o que contraria as condições estabelecidas para a prisão domiciliar humanitária de Jair Bolsonaro.
Os advogados de Bolsonaro argumentam que ele tem cumprido todas as condições impostas para sua prisão domiciliar, incluindo a proibição de uso de redes sociais e comunicação com pessoas que não fazem parte de sua família. Segundo eles, Jair Bolsonaro não orientou Flávio a divulgar o conteúdo da carta em suas redes sociais.
O texto da defesa afirma que a decisão de ler a carta publicamente foi uma escolha do senador, e que o ex-presidente não sabia que o conteúdo seria tornado público quando entregou o documento a Flávio. Após a leitura, o Ministro do Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes, decidiu proibir Flávio de visitar o ex-presidente por um período de 90 dias, devido à quebra das regras que permitiram a Bolsonaro a prisão domiciliar.
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A defesa ressalta que Jair Bolsonaro já escreveu cartas em situações anteriores em que estava sob restrições semelhantes, sem que isso gerasse questionamentos judiciais. Para os advogados, a prática de escrever cartas não infringe as restrições impostas em sua pena. O documento é assinado por Flávio, que atua também como advogado de Jair.
No último sábado (11), Flávio Bolsonaro divulgou uma carta escrita por seu pai, afirmando que ele é o porta-voz do ex-presidente. Na leitura, Flávio destacou que o pai expressou sua gratidão por essa função, ressaltando a importância de evitar discursos conflitantes e direcionamentos diferentes durante a pré-campanha.
Em seu vídeo, Flávio afirmou que o pai afirmou que “o momento é de arregaçar as mangas, deixar de lado as possíveis diferenças, e cada um se empenhar pelo nosso pré-candidato à Presidência, Flávio Bolsonaro”. Segundo a interpretação de Flávio, o ex-mandatário posicionou seu filho como o pré-candidato e seu porta-voz, expressando confiança de que ele pode “resgatar o Brasil”. O senador também enfatizou que este é o momento para que políticos se unam à pré-campanha de Flávio.
