A pesquisa do Instituto Nexus, divulgada nesta segunda-feira, 13, revelou que a vantagem do presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre os beneficiários do Bolsa Família diminuiu nas últimas duas semanas. Durante esse período, o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aumentou sua presença entre os eleitores que recebem ou convivem com beneficiários do programa federal de transferência de renda.
No cenário estimulado de primeiro turno, restrito aos beneficiários do Bolsa Família, Lula viu suas intenções de voto caírem de 68% para 58%. Em contrapartida, Flávio Bolsonaro teve uma ascensão significativa, passando de 13% para 25% na preferência desse grupo.
“É interessante observar como as dinâmicas eleitorais podem mudar rapidamente, especialmente em um cenário onde os beneficiários do Bolsa Família têm um papel tão relevante”, afirmou um analista político.
A movimentação também é notável na simulação de segundo turno entre os dois candidatos. As intenções de voto de Lula recuaram de 75% para 66% entre os beneficiários do programa, enquanto Flávio Bolsonaro subiu de 20% para 30%. Apesar da redução na vantagem, o presidente ainda mantém a maioria nesse eleitorado, que é tradicionalmente mais favorável à esquerda.
Quando analisados todos os eleitores entrevistados, as mudanças nas intenções de voto foram mais discretas. No primeiro turno, Lula oscilou de 42% para 40%, enquanto Flávio Bolsonaro manteve 34% das intenções. Esse cenário indica uma competição acirrada, mas ainda em favor do atual presidente.
No que diz respeito ao segundo turno considerando o conjunto do eleitorado, os percentuais permaneceram inalterados em relação à pesquisa anterior. Lula aparece com 47% e Flávio Bolsonaro com 44%, configurando um empate técnico, dentro da margem de erro.
Esse levantamento foi realizado pelo Instituto Nexus e registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o protocolo BR-07981/2026. A pesquisa ouviu 2.003 eleitores em todas as 27 unidades da Federação, entre os dias 10 e 12 de julho, com uma margem de erro de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, e um nível de confiança de 95%.

