A ex-ministra Simone Tebet, do PSB, reagiu nesta quarta-feira (8) às declarações do governador paulista, Tarcísio de Freitas, do Republicanos, que a criticou por se lançar como candidata ao Senado de São Paulo, mesmo não sendo natural do estado. Tarcísio comentou que ela e a também candidata Marina Silva, do Rede, “levaram cartão vermelho” de seus estados de origem, Mato Grosso do Sul e Acre, respectivamente.
Em sua defesa, Tebet afirmou: “Sou corintiana, não flamenguista. Pago imposto em São Paulo há 10 anos. Não precisei dar endereço alheio para me candidatar.” A ex-ministra, que já se lançou como candidata à Presidência da República em 2022, também destacou que recebeu uma quantidade significativa de votos no estado. “SP voltou em mim em 22, mesmo ano que ele aterrissou em SP. Tive o maior percentual entre todos os estados: 6% em SP. E, 8% na capital numa eleição absolutamente polarizada,” declarou.
As declarações de Tarcísio ocorreram durante um evento do Republicanos na terça-feira (7), onde ele afirmou que, caso Tebet e Marina concorressem pelo Mato Grosso do Sul e Acre, respectivamente, elas não seriam eleitas. O governador ainda acrescentou que as duas não conseguirão conquistar as duas cadeiras disponíveis para o Senado por São Paulo.
“Com todo respeito às duas candidatas ao Senado dos outros partidos, elas não começaram a fazer política em São Paulo, não elegeram esse Estado para servir,” disse Tarcísio.
A fala do governador paulista ganhou repercussão nas redes sociais, sendo compartilhada pelo deputado federal e pré-candidato ao Senado por São Paulo, Guilherme Derrite, do PP-SP, que agradeceu o “incondicional apoio” de Tarcísio e reforçou que o estado “não é trampolim.”
É importante notar que, assim como Tebet e Marina, Tarcísio também não é natural de São Paulo, tendo nascido no Rio de Janeiro. Sua origem foi um ponto explorado durante a campanha de 2022, quando ele foi chamado de “forasteiro” por adversários políticos da esquerda.
