O técnico Carlo Ancelotti tem mantido um mistério em torno das escalações que vem apresentando na Copa do Mundo. Se na fase de grupos ele já adotava essa estratégia, não seria diferente em um duelo eliminatório como o que ocorrerá hoje, contra a Noruega, às 17h (de Brasília), em Nova Jersey, nos Estados Unidos.
A dúvida atual gira em torno de quem será o substituto de Lucas Paquetá, que sofreu uma lesão no músculo posterior da coxa esquerda na vitória por 2 a 1 sobre o Japão, na última segunda-feira, em Houston. Embora ainda não tenha confirmado a escolha, Ancelotti deixou pistas de que o nome pode ser o do atacante Gabriel Martinelli.
Durante a entrevista coletiva realizada ontem, em Nova Jersey, o treinador apresentou as opções para a posição de Paquetá e, em suas falas, mencionou as características que o substituto deve ter. Em duas ocasiões, ele citou Martinelli como uma possibilidade. “Precisamos de um jogador que possa defender pelo lado esquerdo, como fez o Paquetá, quando a equipe não tem a bola. Isto pode ser feito por Martinelli ou Danilo Santos”, afirmou Ancelotti.
Ele continuou explicando que, com a bola, o substituto deve ocupar bem a posição de meia pela esquerda, mencionando também a possibilidade de Vinícius Júnior assumir essa função, com o Douglas Santos avançando. “A interpretação do jogador pode mudar dependendo das características que ele traz para o jogo”, completou o treinador.
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“Danilo é diferente de Martinelli, que é diferente do Matheus Cunha, assim como também é o Ederson. O equilíbrio não é apenas escolher jogadores com diferentes características, mas manter uma boa vigilância quando a equipe ataca”, ressaltou Ancelotti.
Além das especulações sobre a escalação, Ancelotti confirmou o retorno de Raphinha ao grupo. O atacante, que se recuperou de uma lesão no músculo posterior da coxa direita, voltou a treinar com a equipe esta semana. O técnico elogiou a evolução do jogador e destacou sua importância para o time.
“O Raphinha está avançando muito bem. Não está 100%, mas pode ficar disponível no banco e jogar alguns minutos. Estamos felizes com essa recuperação, porque ele é muito importante para a equipe”, disse Ancelotti.
Por fim, o treinador fez uma avaliação do desempenho da seleção brasileira ao longo da Copa do Mundo, atribuindo notas às partidas. “Foi uma nota 5 contra Marrocos, um 6,5 contra o Haiti, um 7 contra a Escócia e, porque estávamos felizes, um 7,5 contra o Japão. Aprovados”, concluiu o técnico, com bom humor.
