A Polícia Militar atualizou o estado de saúde do tenente Ronickson Pimentel dos Santos, da Rota (Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar), que foi baleado em múltiplos disparos, incluindo um na cabeça, no último sábado, dia 27 de junho. A informação foi divulgada nesta quinta-feira, 2 de julho.
De acordo com o comunicado da PM, o tenente apresenta uma boa resposta ao tratamento e está progredindo conforme o esperado. Na noite de quarta-feira, ele parou de receber medicamentos para controlar a pressão arterial e o fluxo sanguíneo.
Ronickson foi atacado enquanto aguardava em um semáforo em sua motocicleta, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo. Ele foi socorrido pelo helicóptero Águia e, desde então, permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André.
O policial continua entubado e sedado, recebendo tratamento antibiótico, com evolução terapêutica considerada positiva, conforme a nota emitida. O hospital informou que, apesar de seu estado grave, a expectativa é de que a sedação seja reduzida entre 7 a 10 dias após o trauma, desde que não ocorram novas complicações.
O atentado ocorreu quando Ronickson foi surpreendido por criminosos que se aproximaram em uma motocicleta e dispararam contra ele. A Justiça de São Paulo já decretou a prisão temporária de dois suspeitos envolvidos no atentado. A decisão foi tomada no domingo, dia 28 de junho, após a identificação dos suspeitos pelas forças de segurança.
Os homens, de 40 e 52 anos, foram localizados pela Polícia Militar em Guaianases, na zona leste da capital, e estão prestando depoimento no Departamento de Homicídios e de Proteção à Pessoa (DHPP).
“Os ataques a policiais são uma ameaça a toda a sociedade”, declarou o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, que determinou prioridade máxima às forças de segurança para identificar e prender os responsáveis pelo crime.
Ronickson Pimentel é irmão de Eloá Pimentel, uma das vítimas de um dos casos mais conhecidos de crimes no Brasil. Em outubro de 2008, Eloá foi assassinada após passar cerca de 100 horas em cárcere privado em Santo André. As investigações sobre os motivos do atentado ao tenente estão em andamento e sob responsabilidade do DHPP.
O secretário de Segurança Pública do Estado, Nico Gonçalves, afirmou que o ataque foi planejado há pelo menos três meses. Em uma declaração, ele informou que um dos suspeitos já estava monitorando a residência do tenente antes do ataque. Além disso, a polícia também identificou o suspeito que efetuou os disparos.
Um homem, que supostamente participou do atentado, foi morto na quarta-feira, 1º de julho, em uma troca de tiros com a polícia, na zona leste de São Paulo. Segundo a PM, ele foi abordado após denúncias e, ao reagir, foi atingido e não sobreviveu aos ferimentos.
A participação do homem na tentativa de homicídio contra o tenente será investigada pela polícia judiciária.
