O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou oficialmente o seu recesso judiciário nesta quinta-feira (2), o que implica na suspensão da continuidade de processos importantes, como o caso do Banco Master. Com a pausa nos prazos até o dia 31 de julho, o tribunal funcionará em regime de plantão para atender medidas urgentes.
Durante este período, o comando do plantão será sob responsabilidade do ministro Edson Fachin na primeira quinzena e do ministro Alexandre de Moraes na segunda quinzena do mês. Essa prática é comum no STF, que realiza o recesso anualmente, permitindo que os ministros recuperem suas atividades e planejamento para o segundo semestre.
Apesar do recesso, alguns magistrados decidiram manter suas atividades em seus gabinetes. O ministro André Mendonça, relator das investigações que envolvem o Banco Master, é um deles. Além dele, os ministros Gilmar Mendes, Flávio Dino e Nunes Marques também optaram por não tirar recesso integral, mantendo a disposição para dar seguimento a questões que requerem atenção imediata.
Antes do início do recesso, o STF apresentou um balanço do primeiro semestre de 2026. Segundo dados divulgados, foram registradas cerca de 700 mil decisões proferidas, das quais aproximadamente 11 mil foram em colegiado. Esses números refletem a intensa atividade do tribunal, que lida com uma variedade de casos que impactam diretamente a sociedade brasileira.
A expectativa é que, após o recesso, os trabalhos no STF sejam retomados com a mesma intensidade, permitindo a continuidade de julgamentos e decisões que são aguardadas por muitos. O caso do Banco Master, que envolve questões financeiras e jurídicas complexas, será uma das pautas que deverão ser abordadas assim que o tribunal voltar a operar em sua plena capacidade.
