O ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti, afirmou, nesta sexta-feira (26), que o Brasil conseguiu usar receitas extraordinárias obtidas com a alta na cotação do petróleo no mercado internacional para amenizar os efeitos da guerra nos postos de combustíveis. Em entrevista ao programa Bom Dia, Ministro, do Canal Gov, Moretti destacou que essa estratégia permitiu financiar políticas que reduziram o impacto da crise energética global no país.
“Usamos essa receita extraordinária para custear uma série de ações que mitigaram o impacto da guerra para a nossa população. Quando olhamos em perspectiva internacional, hoje o Brasil é um dos países menos afetados pelos efeitos desse cenário”, declarou o ministro.
“É nesse sentido que a nossa estratégia foi bem-sucedida, e a população brasileira, de fato, teve uma redução dos efeitos dessa guerra, que não é dela, que não foi feita por ela. Portanto, não seria justo que ela pagasse por isso”, acrescentou.
Moretti também mencionou que a estratégia foi “um sucesso”, já que conseguiu repassar esses lucros extras à população. “A verdade é que o Brasil é um exportador líquido de petróleo, e a receita, quando o petróleo sobe, também sobe. Não seria justo o Estado brasileiro, sendo sócio, ainda que indireto, dessa dinâmica, ficar mais rico enquanto a população fica mais pobre”, afirmou.
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O ministro ressaltou que, em termos de reajustes percentuais de preços, o impacto no Brasil foi “muito mais baixo do que a média dos demais países”. Segundo ele, após um aumento inicial no início da guerra, os preços passaram a recuar, movimento atribuído às medidas adotadas pelo governo e à dinâmica do mercado.
“A partir de determinado momento, o que os dados mostram é que houve uma redução dos preços dos combustíveis: houve um aumento inicial e, depois, os preços começaram a cair, como observamos hoje”, disse.
Em resumo, o governo brasileiro tem utilizado os lucros provenientes das exportações de petróleo para ajudar a população a lidar com os efeitos da crise global causada pelos conflitos internacionais. A abordagem adotada minimizou os impactos nos preços dos combustíveis e, segundo o ministro, posicionou o Brasil como um dos países menos afetados dessa situação.
