Na manhã desta quarta-feira, 24 de junho de 2026, a capital da Venezuela, Caracas, foi atingida por fortes terremotos que causaram grandes danos na região. O primeiro tremor, com magnitude 7,2 na Escala Richter, ocorreu a cerca de 160 km a oeste da cidade. Menos de um minuto depois, um segundo abalo foi registrado, desta vez com magnitude 7,5, segundo informações do Serviço Geológico dos Estados Unidos.
A organização internacional alertou que os terremotos devem resultar em um elevado número de vítimas e danos materiais extensos. A estimativa inicial aponta para um número de mortes que pode variar entre 10 mil e 100 mil. Autoridades locais ainda estão coletando dados e não divulgaram um balanço oficial sobre feridos ou mortes na região.
“Alguns prédios desabaram em Caracas e diversas casas vieram abaixo em decorrência dos abalos”, informou Diosdado Cabello, ministro do Interior da Venezuela, em pronunciamento televisionado. Equipes de socorro já iniciaram os trabalhos de busca e resgate nos escombros das estruturas que colapsaram.
Os terremotos surpreenderam a população em um dia de celebração nacional, quando os moradores estavam em casa para comemorar o feriado que marca a vitória militar de 1821, um evento histórico que garantiu a independência do país em relação à Espanha. A região onde os tremores ocorreram é conhecida por sua atividade tectônica intensa, devido à colisão da Placa do Caribe com a Placa Sul-Americana.
Em resposta aos fortes tremores, o Sistema de Alerta de Tsunami dos EUA emitiu uma notificação de risco para Porto Rico e para as Ilhas Virgens Americanas e Britânicas. As ilhas próximas da costa da Venezuela, como Aruba, Curaçao e Bonaire, também foram incluídas no alerta.
No entanto, a avaliação das ondulações marítimas indicou que o perigo de ressaca diminuiu, levando ao cancelamento do alerta de tsunami cerca de uma hora após a primeira notificação. O governo venezuelano orientou a população a manter a calma e seguir as recomendações de segurança da Defesa Civil.
Atualmente, o espaço aéreo e os terminais de transporte operam em regime de plantão para receber equipes de ajuda humanitária. A continuidade das buscas por sobreviventes dependerá da estabilização das estruturas que sofreram rachaduras. Especialistas em sismologia permanecem atentos à possibilidade de réplicas de menor intensidade nas próximas horas.
