Eduardo Bolsonaro se reuniu com senadores republicanos em Washington e recebeu apoio às críticas da direita brasileira. O senador John Kennedy citou censura e perseguição política no Brasil durante o encontro.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro compartilhou detalhes de um encontro que teve com senadores republicanos em Washington, nos Estados Unidos, onde recebeu apoio às críticas da direita brasileira. Segundo ele, o senador John Kennedy, da Louisiana, demonstrou conhecimento sobre a situação política no Brasil e mencionou questões como censura e perseguição política durante a conversa.
Em uma publicação na rede social X, Eduardo destacou que o jantar, que ocorreu na capital norte-americana, reuniu parlamentares e empresários do campo conservador. O ex-parlamentar também mencionou a presença do senador Tom Cotton, do Arkansas, uma figura proeminente do Partido Republicano e veterano da Guerra do Afeganistão.
“Fiquei extremamente impressionado que o Senador @SenJohnKennedy, apesar de ser eleito pelo estado da Louisiana, sabia de cor sobre a degradante situação política do Brasil. Quando fui apresentado a ele como filho de @jairbolsonaro, ele prontamente começou a…”
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Eduardo relatou que a conversa sobre a situação brasileira começou assim que foi apresentado a Kennedy. O senador, segundo o ex-deputado, descreveu o que chamou de “cenário de censura e perseguição” no Brasil, fazendo menções ao ministro Alexandre de Moraes e ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Embora a publicação não tenha especificado as declarações exatas do senador, Eduardo observou que as referências a Lula “não foram positivas”.
A agenda de Eduardo em Washington faz parte de uma estratégia mais ampla de aliados de Jair Bolsonaro para aumentar as críticas ao Judiciário brasileiro no exterior. Nos últimos anos, integrantes do grupo político do ex-presidente têm intensificado contatos com parlamentares, empresários e organizações conservadoras nos Estados Unidos.
Além de Kennedy e Cotton, o encontro contou com a presença de empresários como George Heisel e Miguel “Mike” Murgado, de origem cubana e radicado nos EUA, além do empresário Paulo Figueiredo. Ao final de sua publicação, Eduardo desejou sucesso eleitoral a John Kennedy, que está concorrendo à reeleição ao Senado norte-americano neste ano.
A manifestação de Eduardo ocorre em um contexto de ofensiva internacional de aliados de Bolsonaro, que têm denunciado alegados abusos contra a liberdade de expressão no Brasil, focando especialmente em decisões do STF e do ministro Alexandre de Moraes relacionadas à moderação de conteúdos nas plataformas digitais.

