Eduardo Bolsonaro chegou a Washington neste sábado para encontros com republicanos e membros do governo Trump. A viagem ocorre dias depois de sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal.
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL) desembarca hoje, 22 de junho, em Washington, D.C., onde realizará uma série de reuniões com membros do governo Donald Trump e parlamentares do Partido Republicano. A agenda se estende até amanhã, 23 de junho, e acontece poucos dias após sua condenação pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
Eduardo viaja acompanhado do empresário Paulo Figueiredo, seu aliado nas articulações políticas junto a conservadores nos Estados Unidos. Entre os compromissos agendados está um jantar com cerca de 20 senadores republicanos na capital norte-americana.
Durante os encontros, a dupla deve apresentar a avaliação de que integrantes da oposição brasileira estão enfrentando perseguição judicial. A condenação de Eduardo deve ser um tema central nas conversas com os parlamentares e integrantes da administração Trump.
A Primeira Turma do STF condenou Eduardo a quatro anos e dois meses de prisão em regime semiaberto pelo crime de coação no curso do processo. Além disso, foi determinado o pagamento de 50 dias-multa, com base em dois salários mínimos por dia.
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Os ministros também reconheceram os efeitos secundários da condenação, como a inelegibilidade e a perda do cargo que Eduardo ocupa atualmente na Polícia Federal.
O entendimento da maioria dos ministros da Primeira Turma foi de que Eduardo utilizou sua atuação política e contatos com autoridades norte-americanas para pressionar integrantes do Supremo e tentar influenciar processos relacionados ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A acusação sustentou que o ex-parlamentar atuou em defesa de sanções contra ministros da Corte e de medidas restritivas contra autoridades brasileiras.
A defesa de Eduardo contestou a tese apresentada pela Procuradoria-Geral da República, argumentando que ele exerceu atividade política legítima nos EUA e que não seria possível atribuir a ele decisões adotadas por autoridades estrangeiras. Os advogados alegaram que houve uma confusão entre interlocução política e poder efetivo de decisão.
Nos bastidores, aliados de Eduardo avaliam que a condenação pode fortalecer o discurso levado aos EUA sobre supostos excessos do Judiciário brasileiro contra adversários políticos. Vale lembrar que a última passagem de Eduardo e Paulo Figueiredo por Washington ocorreu no fim de maio, quando eles acompanharam o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em reuniões com Donald Trump e integrantes do governo norte-americano.

