Raphinha desfalca o Brasil contra a Escócia após lesão muscular na coxa. Ancelotti busca solução para setor que acumula baixas na competição.
A lesão de Raphinha se tornou o último desafio para o técnico Carlo Ancelotti na montagem de um lado direito sólido da Seleção Brasileira. O atleta, que atua pelo Barcelona, não poderá participar, pelo menos, da partida de encerramento do Grupo C, marcada para quarta-feira (24), onde o Brasil enfrentará a Escócia em Miami.
Com a lesão muscular na coxa direita, não há previsão de retorno para o jogador de 29 anos. Ancelotti, que já lidava com a ausência de outros jogadores importantes, agora precisa reconstruir um setor que tem sido constantemente afetado por desfalques.
“É um cara que vem de temporadas incríveis, vem crescendo muito dentro da Seleção. Então acho que não só ele, qualquer jogador dessa importância que fica de fora é uma coisa que a gente tem que se reestruturar rápido”, declarou o meia Lucas Paquetá.
A lesão de Raphinha ocorreu durante a vitória por 3 a 0 sobre o Haiti, e é mais uma má notícia para Ancelotti, que já havia perdido Éder Militão, Estêvão, Rodrygo e Wesley. Esses jogadores eram parte essencial do plano A do técnico para fortalecer a equipe em sua busca pelo sexto título mundial.
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Atualmente, com uma rodada restante na fase de grupos, o Brasil lidera o Grupo C com quatro pontos e está virtualmente classificado para a próxima fase. No entanto, a perda de Raphinha representa uma diminuição significativa da velocidade e da dinâmica ofensiva do lado direito da equipe, que já é considerada desequilibrada.
Raphinha é conhecido por sua capacidade de acelerar o jogo, algo que Danilo e Ibañez, as opções defensivas disponíveis, não conseguem oferecer. Ambos são zagueiros em seus clubes e chegaram à América do Norte após as lesões de laterais ofensivos como Wesley e Vanderson, que não puderam participar da Copa do Mundo.
Militão, que também poderia atuar na lateral, está fora devido a uma lesão no bíceps femoral esquerdo. Essas limitações forçam Ancelotti a depender quase exclusivamente de Raphinha para a ofensiva pelo lado direito, enquanto o lado esquerdo, com Douglas Santos e Vinícius Júnior, se tornou o principal eixo do ataque.
Embora Raphinha não tenha marcado ou dado assistências nas partidas contra Marrocos (1 a 1) e Haiti, seu estilo de jogo era crucial e apoiado por suas estatísticas impressionantes no Barcelona, onde anotou 21 gols e 8 assistências em 33 jogos nesta temporada.
“Todos nós conhecemos as suas características, a velocidade que ele tem, o poder de atacar espaço, de finalização. Então acho que a gente perde um jogador muito importante”, comentou Paquetá.
Com a ausência de Raphinha e outros jogadores-chave, Ancelotti terá que buscar novas soluções. A situação cria oportunidades para jovens atacantes como Gabriel Martinelli, Luiz Henrique, Rayan e Endrick, que podem ganhar espaço na equipe, especialmente em um momento em que a torcida clama por mais inserção da nova geração no time.
