O inverno chegou e o El Niño já preocupa. O fenômeno climático se forma no Pacífico e deve elevar temperaturas e volumes de chuva no Brasil nos próximos meses.
O fenômeno conhecido como El Niño está se formando no oceano Pacífico e deve impactar o clima no Brasil durante o inverno, que começa hoje, 21 de junho. A expectativa é que o país enfrente temperaturas acima da média e um aumento nas chuvas em diversas regiões, embora haja também períodos de estiagem ao longo da estação.
Em São Paulo, por exemplo, a previsão é de que a média de chuvas durante o inverno alcance 130,5 mm, conforme informações do Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas (CGE) da prefeitura. É importante ressaltar que os volumes de precipitação podem variar significativamente de um ano para outro. Em 2017, por exemplo, o acumulado foi de apenas 61,6 mm, enquanto em 2015, chegou a impressionantes 352,2 mm. O dia com maior registro de chuvas no inverno de 2015 foi em 8 de setembro, com 69,3 mm.
Apesar da previsão de chuvas acima da média, o inverno também deve apresentar períodos prolongados sem chuva, trazendo dias mais secos e temperaturas elevadas. Isso resultará em uma grande amplitude térmica, com manhãs frias e tardes quentes. O CGE, que monitora 33 estações meteorológicas na capital paulista, aponta médias previstas para os próximos meses: mínimas de 13,4°C e máximas de 23°C em junho; 12,7°C e 23,1°C em julho; 13,4°C e 24,3°C em agosto; e 15,2°C e 26°C em setembro.
O frio já começou a se intensificar com a passagem de uma frente fria que trouxe chuvas e rajadas de vento, afetando áreas do Sul do Brasil. O inverno terá início oficialmente às 5h24 (horário de Brasília) e se estenderá até 22 de setembro. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) aponta que os maiores volumes de chuva devem se concentrar no noroeste da região Norte, no leste do Nordeste e em partes da região Sul.
Em grande parte do Brasil, a redução das chuvas nesta época do ano é causada pela atuação de massas de ar seco, que diminuem a umidade relativa do ar e dificultam a formação de chuvas. Essa situação pode favorecer queimadas e incêndios florestais, além de agravar problemas respiratórios na população.
O Inmet também alerta que o inverno será marcado pela entrada de massas de ar frio que vêm do sul do continente, o que pode derrubar as temperaturas, especialmente nas regiões Sul e Sudeste, onde as médias podem ficar abaixo de 22°C. Entre os fenômenos típicos da estação, estão a formação de geadas nas regiões Sul, Sudeste e Mato Grosso do Sul, a possibilidade de neve em áreas serranas do Sul e episódios de friagem em estados como Mato Grosso, Rondônia, Acre e sul do Amazonas.
Além disso, o instituto destaca que a ocorrência de nevoeiros e névoa úmida será frequente, especialmente no Sul, Sudeste e Centro-Oeste, o que pode reduzir a visibilidade em estradas e aeroportos devido às inversões térmicas características do período.

