O DJ brasileiro Alok surpreendeu ao admitir que não almeja o topo global. Durante o Rock in Rio Lisboa, ele explicou como divide sua carreira entre o pop nacional e a cena eletrônica internacional.
O DJ Alok, conhecido como um dos maiores nomes da música eletrônica brasileira, compartilhou suas reflexões sobre a carreira e a busca por reconhecimento. Em uma apresentação no Rock in Rio Lisboa, realizada no último sábado (20), ele comentou que não se vê como o melhor DJ do mundo, apesar de seu grande sucesso.
Em entrevista, Alok destacou que sua trajetória musical é dividida em duas vertentes: uma mais pop e abrangente no Brasil e outra voltada para a música eletrônica no cenário internacional. Para ele, alcançar o topo é uma consequência natural, mas não um objetivo primordial.
“Eu desisti já há um bom tempo dessa corrida maluca de querer estar no topo. Não importava ser o número um do mundo e não ser o número um para os meus filhos,”
afirmou o artista, enfatizando a importância de estar presente na vida de sua família.
Alok também abordou a influência das redes sociais na sua música, reconhecendo que muitos artistas seguem tendências virais. No entanto, ele se posiciona contra a ideia de criar arte apenas para agradar algoritmos. “O mais importante é não fazer com o viés exclusivo de viralizar. Critico gravadoras que se recusam a lançar música se não for ‘para o TikTok’. Eu faço a arte em que acredito,” disse.
O DJ se prepara para retornar ao Brasil em setembro, onde se apresentará no Rock in Rio com dois shows notáveis: o Keep Art Human, que traz uma mensagem de protesto contra a inteligência artificial, e o Wave The World, onde será acompanhado por sua família. Alok ressaltou a influência que seus pais, pioneiros na cena eletrônica brasileira e criadores do Universo Paralello, tiveram em sua carreira. Contudo, ele acredita que o gênero ainda é muito nichado no Brasil e que seus pais não conseguiram alcançar um público mais amplo como ele pretende.
“Eles continuam muito conectados ao nicho eletrônico por uma questão de escolha e por ser a verdade deles. Segui um caminho diferente por acreditar que minha música poderia ser uma ferramenta para confrontar mais pessoas,”
concluiu Alok, reafirmando sua visão de que a música pode ser um meio de impactar diversas audiências.
