Estado deve chegar aos mais pobres, afirmou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva na abertura da Caravana Federativa, realizada na última quinta-feira (11 de dezembro) em Belo Horizonte. O evento, idealizado pelo governo federal, reúne ministérios e órgãos públicos para levar serviços diretamente a gestores municipais e, consequentemente, às populações mais vulneráveis.
Presidente critica desigualdades e cobra ação direta do poder público
Lula disse que a intervenção estatal precisa ultrapassar barreiras geográficas e sociais. “Não podemos esperar que quem vive no Vale do Jequitinhonha ou no Vale do Mucuri viaje horas para conseguir atendimento odontológico”, declarou, frisando que os prefeitos devem exigir que programas cheguem “onde mais é necessário”.
Mais investimentos em saúde: centro de radioterapia e carreta para exames
Ao lado do presidente, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, anunciou a inauguração de um centro de radioterapia em Itabira (MG), financiado pelo Novo PAC. O investimento de R$ 13,9 milhões inclui acelerador linear e outros equipamentos de ponta para tratamento de câncer no Sistema Único de Saúde (SUS).
Padilha destacou ainda que Minas Gerais receberá uma carreta equipada para tomografias, mamografias, ultrassonografias e biópsias, além de 32 novas unidades de saúde bucal itinerantes que atenderão áreas rurais e periferias.
Caravana Federativa oferece suporte técnico a gestores municipais
Durante a passagem por Minas Gerais, a iniciativa disponibilizou balcões de atendimento de diferentes ministérios, oficinas de capacitação e debates sobre políticas públicas. Entre as pautas estão a participação feminina nos espaços de poder e medidas de reparação ambiental na bacia do Rio Doce.
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Desde 2023, a Caravana já percorreu Bahia, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, Tocantins, Maranhão, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Amapá, Piauí e Pará, consolidando-se como estratégia interministerial. A ministra das Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, reforçou que “ninguém governa sozinho” e que a prioridade é atender a população, “independente de partido político”.
Pobres no orçamento federal e preocupação internacional
Lula criticou a invisibilidade da população de baixa renda na elaboração do Orçamento da União e defendeu mudanças estruturais para priorizar esse público. O presidente também manifestou preocupação com tensões entre Venezuela e Estados Unidos, reafirmando sua crença no “poder da palavra” para evitar conflitos armados.
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Crédito da imagem: Ricardo Stuckert/PR
Fonte: Agência Brasil
