Momentos descontraídos entre chefes de Estado chamaram atenção na cúpula do G7, em Évian. Troca de brincadeiras revelou o lado informal dos bastidores do encontro.
A cúpula do G7, realizada em Évian, na França, proporcionou momentos curiosos que revelaram um pouco das dinâmicas entre os líderes mundiais. Participaram da cúpula chefes de Estado e de Governo da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido, em um encontro que durou três dias.
Um dos momentos marcantes foi quando a primeira-ministra italiana, Giorgia Meloni, se manifestou ao entrar na sessão matinal, dizendo: “Preciso de um café”. Em resposta, o primeiro-ministro alemão, Friedrich Merz, questionou de forma descontraída: “E um cigarro…?”. Meloni, que recentemente havia parado de fumar, respondeu: “Não, parei de fumar”, levando a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, a aplaudir sua decisão com um “Bravo!”. Meloni esclareceu que havia tomado essa decisão há um mês.
Outro momento de descontração ocorreu durante conversas sobre futebol. O xeique Tamim bin Hamad Al Thani, emir do Catar e convidado da cúpula, provocou o presidente francês, Emmanuel Macron, em relação à vitória do Paris Saint-Germain na Liga dos Campeões. “Ele não está feliz. Ele finge estar feliz, mas por dentro…”, disse o xeique. Macron, que é torcedor do Olympique de Marseille, respondeu rapidamente: “Não, eu estou feliz. É um time francês”, enfatizando o triunfo do PSG pelo segundo ano consecutivo.
O ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, também foi destaque em várias interações. Durante um encontro com o presidente dos Emirados Árabes Unidos, Mohammed bin Zayed Al Nahyan, Trump elogiou um jornalista local, descrevendo-o como um “cara bonito” e brincou sobre a imprensa americana: “Os meus são tão ruins”. Ele ainda comentou a maneira tranquila como MBZ se expressou, afirmando: “Quando se é tão rico, pode-se falar tão baixo assim”.
No último dia da cúpula, o chanceler alemão presenteou Trump com uma camisa da seleção alemã de futebol, com o número 47, em alusão ao fato de Trump ser o 47º presidente dos EUA. Trump, que completou 80 anos recentemente, aceitou o presente com satisfação e posou para fotos enquanto recebia os cumprimentos de Merz.
Por fim, Trump não perdeu a oportunidade de brincar sobre sua posição na cúpula, ao afirmar: “Eu sou o chefe”. Macron levou a declaração na esportiva, mantendo o tom descontraído do encontro.
