Ataque em larga escala destruiu bairros da capital ucraniana e atingiu patrimônio histórico mundial. Kharkiv também foi alvo, com quatro socorristas entre os mortos.
Um novo ataque russo em larga escala na Ucrânia deixou pelo menos 11 mortos, com a capital, Kiev, sendo fortemente atingida. Os bombardeios provocaram incêndios e destruição, incluindo um incidente grave na Catedral Ortodoxa da Dormição, que é parte do complexo do Mosteiro das Cavernas de Kiev, um Patrimônio Mundial da Unesco.
De acordo com as autoridades locais, cinco pessoas perderam a vida em diversos bairros de Kiev, enquanto outras cinco mortes foram registradas na cidade de Kharkiv, situada no nordeste do país. Quatro dessas vítimas eram membros dos serviços de emergência e um funcionário do governo municipal. Além disso, uma pessoa morreu em Kherson, na região sul da Ucrânia.
O incêndio na Catedral da Dormição, que tem grande importância para os cristãos ortodoxos, foi confirmado pelo prefeito de Kiev, Vitali Klitschko. O complexo, fundado no século XI, é um símbolo da herança cultural e religiosa da região. Segundo o Ministério da Defesa da Rússia, o incêndio foi causado por um míssil Patriot, que foi classificado como “obsoleto” pela versão russa dos eventos.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, denunciou o ataque como uma ação deliberada da Rússia, afirmando que os drones atingiram diretamente a área do complexo monástico. Ele chamou essa ação de um dos maiores crimes contra a cultura cristã promovidos pela Rússia até o momento.
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Os danos na catedral foram significativos, com a fachada destruída e o telhado parcialmente comprometido. Mais de 10 caminhões de bombeiros foram mobilizados para combater as chamas. O Serviço de Segurança Ucraniano anunciou que apresentará publicamente os destroços de um dos drones que atingiram o local.
A Unesco emitiu um comunicado condenando o ataque, afirmando que causou danos consideráveis à catedral e seus arredores. A organização se disponibilizou para auxiliar na avaliação dos estragos.
“É um santuário. Eles mesmos dizem que é o santuário deles. Não se pode atacar santuários”, disse Natalia Korol, funcionária de um museu em Kiev, demonstrando a indignação pela destruição.
O metropolita Epifânio de Kiev, primaz da Igreja Ortodoxa da Ucrânia, também se manifestou, caracterizando o ataque como um “crime contra a humanidade, a história e a cristandade”. O complexo, que possui mais de mil anos, já havia sido alvo de ataques anteriores, especialmente após a expulsão de monges suspeitos de vínculos com a Rússia.
O presidente francês, Emmanuel Macron, destacou a gravidade do ataque, enfatizando que nada justifica a agressão contra o patrimônio cultural universal. Com a situação se intensificando, Zelensky pediu apoio internacional, especialmente dos países do G7, para aumentar a pressão sobre a Rússia e fortalecer a defesa aérea da Ucrânia.
