O Irã anunciou cobrança de taxas por serviços marítimos no Estreito de Ormuz. A medida, distinta de pedágios, inclui proteção ambiental e seguro de navegação, e surge após recente acordo com os Estados Unidos.
No dia 15 de junho de 2026, o Ministério das Relações Exteriores do Irã comunicou que a República Islâmica passará a cobrar taxas dos navios que transitarem pelo Estreito de Ormuz. A decisão ocorre em meio a um acordo recente com os Estados Unidos, gerando expectativas sobre a navegação na região.
O porta-voz da diplomacia iraniana, Esmaeil Baqaei, esclareceu em uma entrevista coletiva que a medida não se trata de um pedágio de trânsito. Ele afirmou:
“Sempre afirmamos que não buscamos arrecadar pedágios de trânsito, mas serão cobradas taxas por serviços de navegação, proteção ambiental, seguros marítimos e outros serviços necessários”
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A declaração de Baqaei destaca a intenção do Irã de regular a passagem de embarcações, enfatizando que a cobrança estará ligada a serviços essenciais para a navegação. O Estreito de Ormuz é uma das vias marítimas mais estratégicas do mundo, sendo responsável por uma significativa parte do tráfego de petróleo global.
Na mesma data, o vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance, manifestou suas expectativas em relação a essa nova política do Irã. Vance comentou que os EUA esperam que o Irã não implemente taxas na navegação pelo estreito, e que essa e outras questões seriam debatidas como parte das negociações para um novo acordo de paz.
“Nossa expectativa é que o estreito seja aberto sem pedágio a longo prazo, e esse é o tipo de coisa que vamos definir nessas negociações técnicas”
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Essas declarações indicam que tanto o Irã quanto os EUA estão buscando um entendimento sobre a navegação na região, que é vital para o comércio internacional. A implementação de taxas pode afetar a dinâmica do tráfego marítimo, especialmente em um período de incertezas políticas e econômicas no Oriente Médio.
