J. R. Guzzo morreu em 2 de agosto de 2025, aos 82 anos, deixando mais de seis décadas em grandes redações. Na sexta (31), o programa Oeste sem Filtro prestou homenagem e o lembrou como diretor perpétuo.
Em 2 de agosto de 2025, o jornalismo brasileiro perdeu José Roberto Dias Guzzo, conhecido como J. R. Guzzo, aos 82 anos. Guzzo deixou um legado significativo após mais de seis décadas atuando nas principais redações do país.
Na última sexta-feira, 31 de julho, o programa principal da Revista Oeste, Oeste sem Filtro, homenageou o jornalista, relembrando sua trajetória e ressaltando a continuidade de seu trabalho. Durante a homenagem, foi destacado que Guzzo sempre será lembrado como diretor perpétuo da revista.
J.R. Guzzo iniciou sua carreira no jornalismo em 1961, no jornal Última Hora. Ao longo de sua carreira, passou pelo Jornal da Tarde, atuou como correspondente internacional em Paris e foi editor da redação da revista Veja por 15 anos. Em 2019, ele deixou a publicação após uma coluna crítica ao Supremo Tribunal Federal não ser veiculada, um episódio que se tornou emblemático em sua trajetória e simbolizou a luta pela independência editorial.
No ano seguinte, Guzzo participou da fundação da Revista Oeste, onde retomou seu trabalho como colunista e ajudou a estabelecer os princípios que orientam o projeto. Esses compromissos foram apresentados em um texto intitulado “Nosso pacto”, que define a relação da revista com seus leitores e estabelece uma concepção de jornalismo pautada pela clareza e respeito aos fatos.
“Ser claro, para nós, significa o seguinte: só escrever de maneira a permitir a compreensão imediata do que está escrito”, afirmou Guzzo.
Um dos primeiros compromissos assumidos pela revista era respeitar o tempo do leitor, exigindo “tolerância zero com textos que deem trabalho para serem lidos”. Para Guzzo, as reportagens deveriam “começar pelo começo, seguir diretamente até o fim e aí parar”.
O pacto também rejeitava a pressa de publicar a qualquer custo, defendendo a rapidez sem abrir mão da precisão. Assim, o foco não estava em ser o primeiro a noticiar, mas em garantir que a informação veiculada fosse correta.
A revista se posiciona como conservadora, defendendo a liberdade econômica e o capitalismo, ao mesmo tempo em que se compromete a retratar os fatos como realmente ocorreram. Guzzo definiu a Oeste como uma publicação que se coloca “do lado da realidade”, afirmando que, se não souberem a verdade, informarão ao leitor que estão em busca dela.
Na madrugada de 2 de agosto de 2025, Guzzo faleceu devido a um infarto, enfrentando problemas crônicos de saúde. No entanto, o projeto editorial que ajudou a construir continua, com a âncora Paula Leal afirmando: “A gente vai seguir firme preservando o legado de José Roberto Guzzo”.

