Renan Santos, do partido Missão, domina o ranking do QueroApoiar com 18.707 doadores. O valor supera a soma de todos os outros nove candidatos da lista, a quatro meses das eleições.
O pré-candidato à Presidência da República, Renan Santos, do partido Missão, se destaca no cenário eleitoral brasileiro ao liderar o ranking nacional de financiamento coletivo na plataforma QueroApoiar. Com impressionantes R$ 1,1 milhão arrecadados e 18.707 doadores, Santos concentra uma quantia superior à soma de todos os outros candidatos que figuram entre os dez primeiros da lista.
Os dados, oriundos de uma plataforma homologada pelo TSE, refletem o nível de engajamento financeiro das pré-candidaturas a quatro meses das eleições. Na segunda posição, está o pré-candidato a deputado federal, Jones Manoel, do PSOL-PE, que acumulou R$ 406 mil com o apoio de 9.142 pessoas. Essa quantidade de doadores indica uma base popular ampla, mesmo com um ticket médio inferior.
Em terceiro lugar, Marcel van Hattem, pré-candidato ao Senado pelo Novo-RS, soma R$ 257 mil com 2.364 doadores. Kim Kataguiri, também do partido Missão-SP, aparece em quarto com R$ 161 mil, reforçando a posição da legenda de Renan Santos como a mais mobilizada financeiramente no crowdfunding eleitoral.
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Rodrigo Spada, do PSD-SP, chama a atenção ao concentrar R$ 142 mil em apenas 196 doadores, o que representa o menor número de apoiadores entre os dez primeiros, indicando que possui poucos apoiadores, mas de alta capacidade de doação.
Na sequência, Humberto Matos, do PCdoB-RS, e Elias Jabbour, do PCdoB-RJ, ocupam a sexta e sétima posições, com arrecadações de R$ 137 mil e R$ 112 mil, respectivamente, evidenciando um desempenho relevante do partido no financiamento coletivo. Gustavo Gayer, pré-candidato ao Senado pelo PL-GO, ocupa a oitava posição com R$ 84 mil, seguido por Rony Gabriel, do Podemos-RS, que arrecadou R$ 68 mil com 1.705 doadores. O Professor José, do PSB-RJ, fecha o ranking com R$ 63 mil.
Um aspecto interessante a ser destacado é que partidos como PT, MDB e Republicanos não aparecem entre os dez maiores arrecadadores. A Missão se destaca no topo com dois nomes entre os cinco primeiros, enquanto o PCdoB se faz presente com dois representantes no grupo intermediário. Este padrão sugere que o crowdfunding eleitoral tende a favorecer legendas menores que possuem bases engajadas e candidatos com forte apelo nas redes sociais. Embora o financiamento coletivo não se traduza diretamente em votos, ele serve como um indicador claro de onde está a mobilização orgânica do eleitorado.
