Uma conversa tensa entre Trump e Netanyahu veio à tona após entrevista do presidente americano. Apesar do atrito, Trump garantiu que a parceria com o premier israelense segue intacta.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, confirmou, em uma entrevista ao podcast do New York Post, que teve uma conversa tensa com o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, nesta semana. Trump, no entanto, assegurou que sua relação com Netanyahu permanece inalterada e que ambos continuam a trabalhar juntos. Ele ressaltou que mantém uma boa relação pessoal e política com o premiê israelense.
De acordo com Trump, a tensão surgiu devido à continuidade das operações militares de Israel no Líbano, que ele acredita estarem interferindo nas negociações mais amplas envolvendo os Estados Unidos e o Irã. O governo iraniano condiciona avanços em determinadas conversas à interrupção dos ataques israelenses contra o Hezbollah.
“Acho que há um jogo tático em andamento”, disse Netanyahu em uma entrevista à CNBC, ressaltando que EUA e Israel voltarão a agir militarmente contra o Irã, se necessário. Ele afirmou que a decisão sobre uma eventual escalada deve ser tomada pelo presidente dos Estados Unidos.
Netanyahu também destacou que Israel está pronto e as forças americanas estão prontas para agir, caso a situação exija. O primeiro-ministro israelense revelou que suas conversas com Trump ocorrem a cada dois dias e que o último encontro entre eles foi em fevereiro, em Washington, durante a visita de Netanyahu à Casa Branca. Após essa visita, EUA e Israel iniciaram operações militares na guerra contra o Irã.
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Comentando sobre a dinâmica de sua relação com Netanyahu, Trump observou que governa os EUA em um período de conflitos internacionais, enquanto Netanyahu lidera Israel em meio a uma guerra, o que pode ajudar a explicar as divergências ocasionais que surgem entre eles. A conversa tensa foi inicialmente revelada pelo Axios, o que gerou reações entre os apoiadores de Israel nos Estados Unidos, incluindo críticas sobre o vazamento dessa informação.
Trump também expressou sua crença de que um acordo com o Irã pode ser alcançado em um prazo relativamente curto. Ele observou que as previsões de alta no preço do petróleo em decorrência da escalada das tensões regionais não se concretizaram, com o mercado permanecendo abaixo dos níveis projetados por analistas. O presidente destacou que impedir o avanço do programa nuclear iraniano justifica eventuais custos econômicos.
O New York Post relatou que negociações entre Washington e Teerã podem resultar, nos próximos dias, em um memorando de entendimento relacionado ao Estreito de Ormuz, o que poderia aliviar parte da pressão sobre o mercado de energia.
Porém, Trump indicou que não vê a necessidade de concluir rapidamente as negociações, afirmando que medidas adotadas pelos Estados Unidos podem permanecer em vigor por mais tempo, mesmo que isso mantenha a pressão sobre os preços dos combustíveis. Ele reiterou que seu objetivo continua sendo impedir que o Irã obtenha armas nucleares.
