O caso Henry Borel chega à fase final após dez dias de debates. Promotor fez acusações contundentes contra Jairinho e Monique, que respondem por homicídio.
O julgamento de Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e Monique Medeiros, acusados pela morte do menino Henry Borel, de apenas 4 anos, entrou em sua fase final na quarta-feira, dia 3 de junho de 2026. O promotor Fábio Vieira fez uma contundente descrição dos réus, afirmando que Jairinho é um “psicopata” e Monique uma “narcisista”.
O caso, que se tornou o mais longo da história do Rio de Janeiro, completou dez dias de debates. Nesta fase, a acusação apresentou seus argumentos contra os réus, que foram desafiados a responder às acusações de homicídio. Após a sustentação da acusação, os jurados irão se reunir para decidir sobre a culpabilidade de Jairinho e Monique.
“Quando a gente olha e se debruça nesse processo, a gente vê os gritos desse garoto pedindo socorro para a mãe. Os gritos desse garoto para a mãe pedindo para que ele fosse salvo”, afirmou o promotor Vieira.
A sessão do julgamento teve início por volta das 10h30, onde a acusação se concentrou em refutar a versão de Monique, que alegou não ter percebido as agressões de Jairinho contra seu filho. Os promotores argumentaram que, mesmo diante de sinais de violência, Monique não tomou atitudes para proteger Henry.
“Monique soube desde o início quem era o Jairo”, declarou Cristiano Medina, assistente da acusação.
Em um depoimento impactante na terça-feira, dia 2 de junho, Monique acusou Jairinho pela morte de Henry pela primeira vez. “Eu acho que foi, eu creio que foi. Hoje, assim pelo modus operandi, pelas ex-namoradas, pelos filhos, sim, eu acredito que pode ter sido ele”, disse Monique durante sua fala no II Tribunal do Júri no Rio de Janeiro.
O desfecho desse julgamento é aguardado com grande expectativa pela sociedade, pois envolve questões delicadas e dolorosas sobre a proteção infantil e a violência doméstica. A decisão dos jurados poderá ter um impacto significativo não apenas sobre os réus, mas também sobre a discussão mais ampla sobre a responsabilidade parental e as medidas de segurança para crianças em situações vulneráveis.
