Em meio à tensão entre Brasil e EUA por tarifas, o Irã publicou vídeo gerado por IA com o Cristo Redentor vencendo a Estátua da Liberdade. A provocação foi postada pela embaixada iraniana na Tunísia.
No dia 1º de junho de 2026, o Irã compartilhou um vídeo provocativo nas redes sociais, onde a Estátua da Liberdade, famosa em Nova York, se confronta com o Cristo Redentor, localizado no Rio de Janeiro. A produção, criada por inteligência artificial, surge em um momento de tensão entre os Estados Unidos e o Brasil, após o governo do ex-presidente Donald Trump ter ameaçado implementar tarifas de 25% sobre produtos brasileiros.
A postagem foi feita pela Embaixada iraniana na Tunísia, país situado no norte da África, através da plataforma X. O vídeo inicia com a Estátua da Liberdade avançando em direção ao Cristo Redentor, aparentemente disposta a atacar. Contudo, o monumento brasileiro reage e contra-ataca, desferindo um soco na estátua americana, que acaba sendo derrotada e arremessada do alto do Morro do Corcovado, quebrando-se em pedaços.
“One front. One fight,” é a legenda que acompanha o vídeo, que pode ser traduzida como “Uma frente. Uma luta.”
Esse tipo de conteúdo, produzido pela Embaixada iraniana, visa criticar os Estados Unidos e ironizar seu desempenho militar no Oriente Médio. A utilização de inteligência artificial para criar essas narrativas tem se tornado uma estratégia recorrente nas campanhas de propaganda do Irã, buscando mobilizar a opinião pública e reforçar sua posição em relação a potências ocidentais.
A situação entre os Estados Unidos e o Brasil, especialmente no que diz respeito às tarifas comerciais, tem gerado discussões acaloradas no cenário internacional. A publicação do vídeo pelo Irã pode ser vista como uma tentativa de desestabilizar a imagem dos EUA e, ao mesmo tempo, reforçar a solidariedade com o Brasil em um momento de tensão diplomática.
Esse episódio sublinha como as relações internacionais podem ser influenciadas por eventos de propaganda e como a tecnologia, neste caso a inteligência artificial, pode ser utilizada como ferramenta de comunicação e retórica bélica. O vídeo, que despertou reações variadas nas redes sociais, é mais uma evidência da atual dinâmica geopolítica que envolve diferentes países e suas respectivas estratégias de comunicação.
