Benedito Gonçalves é aprovado como novo corregedor do CNJ
Benedito Gonçalves corregedor do CNJ teve o nome confirmado pelo Senado para comandar a Corregedoria do Conselho Nacional de Justiça até 2028, após votação que registrou 53 votos favoráveis e 16 contrários em 10 de junho de 2026.
Função da Corregedoria e atribuições imediatas
Como corregedor, o ministro será o responsável por receber e apurar reclamações contra magistrados, serviços judiciários auxiliares, cartórios e serventias que atuam por delegação do poder público. Entre suas competências estão instaurar processos administrativos, conduzir sindicâncias e correições quando houver indícios de irregularidades e apresentar relatórios periódicos sobre a situação funcional da magistratura.
O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) é formado por 15 membros com mandatos de dois anos. Um representante do Superior Tribunal de Justiça ocupa, obrigatoriamente, a Corregedoria. Todos os indicados ao colegiado — exceto o presidente do Supremo Tribunal Federal — precisam ser nomeados pelo presidente da República após aprovação da maioria absoluta do Senado, o que equivale a no mínimo 41 votos.
Trajetória acadêmica e profissional
Bacharel pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e mestre em Direito pela Universidade Estácio de Sá, Benedito Gonçalves iniciou a carreira como juiz federal. Atuou em varas de primeira instância no Rio Grande do Sul, Paraná e Rio de Janeiro. Em 1998, foi promovido, por merecimento, a desembargador do Tribunal Regional Federal da 2ª Região, com jurisdição sobre Rio de Janeiro e Espírito Santo.
Em 2008, ascendeu ao cargo de ministro do Superior Tribunal de Justiça, corte na qual permanece até hoje. Durante esse período, integrou turmas especializadas em direito público e ganhou reconhecimento pela análise de processos de grande repercussão nacional.
Importância do voto do Senado
A aprovação expressiva no Senado reforça a confiança do Legislativo na capacidade do ministro de conduzir a Corregedoria. O resultado também consolida a parceria institucional entre o STJ e o CNJ, fundamental para o controle administrativo e financeiro dos tribunais brasileiros e para a formulação de políticas que melhorem a prestação jurisdicional.
Com a posse prevista para os próximos dias, Benedito Gonçalves passa a ser peça chave no acompanhamento de boas práticas do Judiciário, devendo priorizar medidas de transparência, eficiência e combate a desvios de conduta.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
