Após levantar suspeitas, Iván Cepeda admitiu não ter encontrado irregularidades no primeiro turno. A virada surpreendeu aliados e opositores no país.
O candidato governista à Presidência da Colômbia, Iván Cepeda, recuou nesta segunda-feira, 1º de junho, e afirmou que sua equipe não encontrou evidências de irregularidades que pudessem comprometer o resultado do primeiro turno das eleições, realizado no dia anterior, 31 de maio.
A declaração representa uma mudança significativa na postura do candidato da esquerda. Horas antes, Cepeda havia evitado reconhecer automaticamente o resultado e levantado suspeitas sobre discrepâncias no número de eleitores e votações consideradas atípicas em alguns centros eleitorais.
“Fizemos as verificações necessárias. E até agora, preciso dizer, porque sou uma pessoa séria e transparente, não encontramos neste momento fatos de uma dimensão ou profundidade que mereçam um pronunciamento sobre eventuais irregularidades”, afirmou o candidato à imprensa.
No primeiro turno, Iván Cepeda terminou em segundo lugar, apesar de ser considerado um dos favoritos em diversas pesquisas eleitorais. O candidato conservador Abelardo de la Espriella liderou a disputa com 43,74% dos votos, enquanto o governista obteve 40,9%.
O presidente colombiano, Gustavo Petro, mesmo antes do recuo de Cepeda, já havia declarado que não reconhecia o resultado do primeiro turno. Segundo Petro, mais de 800 mil pessoas teriam sido incluídas de forma irregular no cadastro eleitoral nas semanas que antecederam a votação.
A reação da oposição foi imediata. Abelardo de la Espriella pediu que as forças de segurança e o Exército garantam o cumprimento da Constituição caso haja qualquer tentativa de contestar o resultado das urnas. O candidato conservador também criticou Petro e alertou Cepeda para não insistir em questionamentos sobre a eleição.
Além disso, de la Espriella solicitou que os Estados Unidos e outros países acompanhem de perto o processo eleitoral colombiano. Com o recuo de Cepeda, a atenção agora se volta para o segundo turno, que colocará frente a frente o candidato governista e o líder da direita colombiana.

