Eleição no Peru: Sanchéz lidera Fujimori por 19 mil votos
Eleição no Peru continua sem vencedor definido: com 95,9% das urnas apuradas, Roberto Sanchéz Palomino soma 50,056% dos votos contra 49,944% de Keiko Fujimori, vantagem de apenas 19,8 mil eleitores, segundo a Oficina Nacional de Processos Eleitorais (ONPE).
Eleição no Peru: Sanchéz lidera Fujimori por 19 mil votos
A diferença diminuiu nas últimas atualizações da ONPE, refletindo a chegada de atas de regiões externas a Lima, onde Fujimori obtém desempenho superior. Nos primeiros 20% da apuração, a candidata de direita tinha 200 mil votos de vantagem, impulsionada pela rápida contagem na capital. O quadro mudou quando os votos do interior e da zona rural passaram a ser incorporados, favorecendo o postulante de esquerda.
Margem estreita mantém cenário imprevisível
Dos 92,7 mil registros de votação emitidos em 7 de junho, 2,2 mil ainda aguardam processamento, sendo 1,7 mil provenientes do exterior. Nessas mesas, Fujimori aparece com 65,4% dos votos, contra 34,5% de Sanchéz, mas apenas 30,2% das atas internacionais foram computadas até o balanço divulgado em 9 de junho. A tendência indica possível redução adicional da vantagem do candidato aliado do ex-presidente Pedro Castillo.
O Jurado Nacional de Eleições (JNE) anunciou que o resultado oficial deve sair apenas em meados de julho. A demora decorre de um novo mecanismo obrigatório de recontagem aplicada a atas que apresentaram inconsistências. Até agora, mil documentos foram separados para verificação com a presença de fiscais e representantes partidários.
Roberto Sanchéz, psicólogo e deputado pelo partido Todos pelo Peru, assumiu a dianteira numérica na tarde de 8 de junho, quando 93,9% das urnas já estavam apuradas. Após votar em Lima, ele visitou o presídio de Barbadillo, onde Pedro Castillo cumpre pena por tentativa de golpe de Estado. Do outro lado, Keiko Fujimori tenta chegar ao Palácio Pizarro após três derrotas consecutivas no segundo turno (2011, 2016 e 2021). Filha do ex-presidente Alberto Fujimori, a postulante liberal é favorita entre eleitores no exterior.
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Especialistas indicam que a fragmentação política peruana pode gerar novo período de instabilidade, já que o vencedor será o nono chefe de Estado em apenas dez anos. De 2016 para cá, dois presidentes renunciaram e quatro foram destituídos pelo Parlamento, considerado o principal polo de poder no país andino. Analistas citados pela agência Reuters afirmam que a governabilidade dependerá da capacidade de diálogo do próximo mandatário com o Congresso.
Enquanto a contagem prossegue, eleitores e mercados aguardam sinalização definitiva. A ONPE informou que publicará boletins parciais periódicos até a conclusão dos trabalhos, reforçando que qualquer contestação deverá ser formalizada dentro dos prazos previstos pela lei eleitoral peruana.
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Crédito da imagem: REUTERS/Leslie Moreno
Fonte: REUTERS/Leslie Moreno
