Presidente esteve em Aracaju na sexta-feira (29) para anunciar investimentos, mas eventos reuniram poucos apoiadores. Militantes de esquerda vaiaram o senador Laércio Oliveira durante cerimônia da Petrobras.
Na última sexta-feira, 29 de maio, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou de dois eventos em Sergipe que contaram com públicos reduzidos e vaias direcionadas ao senador Laércio Oliveira (PP-SE). O primeiro evento aconteceu no Hospital do Câncer de Sergipe, em Aracaju, onde Lula anunciou investimentos no Estado. Imagens divulgadas nas redes sociais mostram o presidente discursando para um número limitado de apoiadores.
Durante o segundo evento, que tinha como objetivo anunciar um aporte superior a R$ 72 bilhões na Petrobras, a situação se agravou. Militantes da esquerda vaiaram o senador Laércio Oliveira enquanto ele tentava fazer seu discurso, chegando a gritar “fora” em referência ao parlamentar. Essa manifestação gerou um clima tenso na cerimônia.
“A gente não está aqui em um ato eleitoral, nem em um ato partidário. Isso aqui é um ato da Petrobrás, que é um ato muito significativo”, declarou Lula, tentando apaziguar os ânimos. O presidente pediu respeito entre os presentes, afirmando que todos estavam ali por convite do governo e da Petrobras.
Após a intervenção de Lula, Laércio Oliveira subiu ao palco e expressou sua indignação, ressaltando que nunca havia sido vaiado em seus 15 anos de carreira política. O senador também mencionou que decidiu não participar de um evento de Lula anteriormente, justamente para evitar situações constrangedoras. “Precisa falar para a companheirada que tem que respeitar, porque aqui é um anúncio de ações do Estado”, disse Oliveira.
Lula voltou a abordar o incidente em seu discurso, confessando que a situação o deixava “inquieto”. Ele enfatizou a importância de manter um diálogo respeitoso com todos os senadores, independentemente de suas posições políticas. “Eu não quero proibir o direito de manifestação de ninguém, mas o que me inquieta é quando eu terminar esse ato aqui, se tiver uma coisa importante pra votar no Senado, é com o senador que eu tenho que conversar”, afirmou, destacando a necessidade de cooperação entre os parlamentares.
Esses eventos revelam um cenário desafiador para o governo em um estado onde o apoio popular parece estar diminuindo. As manifestações de descontentamento e a presença reduzida de público podem sinalizar um momento de reflexão sobre a atual relação do governo com a população e os representantes locais.
