Daiana Schuinsekel foi presa e liberada no mesmo dia pela Polícia Civil de SP. Ela é investigada por matar animais para produzir conteúdo sexual. O caso revoltou ativistas em todo o país.
A empresária Daiana Schuinsekel de Almeida, investigada por torturar e matar animais com o intuito de produzir e vender vídeos de conteúdo sexual na internet, foi solta poucas horas após ser presa pela Polícia Civil de São Paulo. O caso gerou grande indignação entre protetores e ativistas da causa animal, especialmente por ocorrer semanas após o governo paulista anunciar um endurecimento nas punições para casos de crueldade contra os animais.
A soltura de Daiana foi um assunto amplamente discutido, uma vez que as acusações contra ela são de extrema gravidade. De acordo com as investigações, a empresária produzia e comercializava vídeos que mostravam atos de violência contra animais, como coelhos, gatos e pintinhos, que eram submetidos a sessões de tortura e morte durante as gravações. Esses vídeos eram vendidos em plataformas e comunidades restritas na internet, inclusive para consumidores em outros países.
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), anunciou recentemente um decreto que aumenta as penalidades administrativas para maus-tratos a animais. As multas podem chegar a R$ 50 mil por animal em situações de crueldade extrema, abandono ou reincidência. No entanto, a libertação de Daiana após a operação policial levantou preocupações sobre a efetividade dessas novas medidas e a sensação de impunidade em casos de violência contra animais.
“A situação enfraquece a mensagem de tolerância zero anunciada pelo governo”, afirmaram representantes da causa animal, referindo-se ao impacto da decisão nas iniciativas de combate aos maus-tratos.
A investigação teve início após uma denúncia feita por uma ONG de proteção animal da Bulgária, que comunicou a Polícia Federal brasileira. Após a identificação da suspeita, a Polícia Civil de São Paulo realizou a operação no bairro da Bela Vista, na capital. Durante as buscas, os investigadores apreenderam sapatos que supostamente foram usados nas gravações, e a empresária também colaborou entregando senhas de seus celulares e computadores.
Como não houve flagrante, Daiana foi liberada após prestar depoimento e agora responderá em liberdade pelos crimes de maus-tratos e atos obscenos. A Polícia Civil continua a investigar o caso, buscando identificar outros envolvidos na produção e comercialização dos vídeos, além de eventuais compradores no exterior.
