Na última segunda-feira, 28 de maio de 2026, o Departamento de Estado dos EUA anunciou a classificação do Comando Vermelho (CV) e do PCC como organizações terroristas estrangeiras. Essa decisão histórica pode ter um impacto significativo nas relações entre o Brasil e os Estados Unidos, especialmente no combate ao narcotráfico e ao crime organizado transnacional.
A classificação foi resultado de esforços de Flávio Bolsonaro, que, junto com seu irmão exilado Eduardo e o jornalista Paulo Figueiredo, trabalhou durante meses para convencer o governo americano sobre o caráter narcoterrorista dessas organizações criminosas. As ações do PCC e do CV, que operam não apenas no Brasil, mas também em diversas partes do mundo, como Europa e África, refletem a necessidade de uma resposta mais agressiva e coordenada contra o crime organizado.
Com a nova classificação, o Brasil pode se tornar um parceiro estratégico no Escudo das Américas, uma coalizão de combate ao narcotráfico criada por Donald Trump em março deste ano. Isso implica em uma série de medidas, incluindo compartilhamento de inteligência, coordenação militar e operações para rastrear e combater a lavagem de dinheiro. Assim, o Brasil deixa de ser um mero espectador e passa a ter um papel ativo na luta contra o crime organizado.
A reação do campo político ligado ao PT foi previsível, com críticas às ações que buscam desmantelar o que consideram um lobby político. Nos últimos anos, a relação entre a esquerda e o crime organizado foi alvo de investigações, e a recente prisão de Deolane Bezerra, influenciadora ligada ao PCC, é um exemplo de como essas conexões estão sendo desvendadas.
“Banditismo estrutural” é como alguns analistas têm chamado a relação entre a esquerda revolucionária e o crime. O surgimento do Comando Vermelho, por exemplo, foi fruto de uma aliança entre guerrilheiros e criminosos nos anos 70, e essa relação se estendeu ao longo das décadas, criando um cenário complexo no Brasil.
A decisão dos EUA também traz à tona questões sobre a corrupção no Brasil, onde o país passou a ser visto como um ponto estratégico para a lavagem de dinheiro ilícito, o que exige uma mudança nas políticas internas e externas. As consequências dessa nova realidade poderão ser sentidas nas eleições do próximo ano, quando novos rumos políticos poderão influenciar essa luta contra o crime.
Com a pressão internacional aumentando e as ações de combate ao narcotráfico ganhando força, a expectativa é que o Brasil possa modificar seu papel nesse cenário complexo e desafiador. A recente prisão de líderes do PCC e a captura de outros envolvidos no narcotráfico são sinais de que as mudanças estão em andamento e de que a luta contra o crime organizado está apenas começando.

