Autoridades quenianas realizaram a prisão de oito alunas sob a suspeita de envolvimento em um incêndio criminoso que resultou na morte de 16 estudantes em um internato feminino. O incidente ocorreu na Utumishi Girls’ Academy Senior School, localizada em Gilgil, no centro-oeste do Quênia, na madrugada de quinta-feira, 28 de maio de 2026.
Além das fatalidades, o incêndio deixou 79 estudantes feridas, gerando uma preocupação significativa sobre a segurança nas instituições de ensino do país. Os incêndios em escolas no Quênia são um fenômeno recorrente, frequentemente associados a protestos de alunos contra a disciplina rigorosa e as condições inadequadas de infraestrutura.
“Investigações preliminares identificaram oito estudantes como pessoas suspeitas de envolvimento com o planejamento e a execução do ataque”, declarou a Diretoria de Investigações Criminais da polícia em um comunicado.
As alunas detidas estão atualmente sob custódia policial. Em uma coletiva de imprensa, o ministro da Educação, Julius Ogamba, revelou que dois professores da escola foram informados sobre os supostos planos das alunas, mas não tomaram as medidas necessárias para evitá-los. Ele também criticou a escola por não cumprir as normas de segurança, mencionando a superlotação nos dormitórios e uma saída de emergência trancada durante o incêndio.
“O governo decidiu dissolver o Conselho de Administração da escola e tomará medidas legais e disciplinares contra qualquer funcionário que tenha negligenciado suas obrigações”, afirmou Ogamba.
Esse não é um caso isolado. Em 2024, um incêndio em um internato primário no condado de Nyeri resultou na morte de 21 alunos, e sua causa nunca foi definitivamente esclarecida. O pior incêndio registrado em uma escola ocorreu em 2001, na Escola Secundária Kyanguli, nos arredores de Nairóbi, onde 67 estudantes perderam a vida em um incidente atribuído a incêndio criminoso.
