Recurso de Cláudio Castro no TSE será apreciado na sessão de 2 de junho de 2026, às 19h, e deve apontar se a sucessão ao governo do Rio de Janeiro ocorrerá por eleição direta ou indireta.
Condenação e cenário que levou ao recurso
Em 23 de março, o Tribunal Superior Eleitoral declarou o ex-governador Cláudio Castro inelegível até 2030. A sentença também determinou que a escolha de um mandatário para o chamado “mandato-tampão” fosse feita pela Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj), em votação indireta. Inconformado, Castro apresentou recurso para tentar reverter a punição.
Pedido do Ministério Público por eleição direta
No mesmo processo, o Ministério Público Eleitoral interpôs recurso sustentando que a saída de Castro provocou vacância por motivo eleitoral, o que exigiria eleições diretas. A corte analisará os dois pleitos – o de Castro e o do Ministério Público – no mesmo julgamento.
STF aguarda definição do TSE
O Supremo Tribunal Federal acompanha o caso e só deverá definir o formato da sucessão após a conclusão do julgamento eleitoral. O PSD, partido do pré-candidato Eduardo Paes, já acionou o STF para pressionar por eleições diretas. Segundo o portal oficial do Supremo, o recurso aguarda justamente o desfecho no TSE para ser apreciado.
Renúncia de Castro e disputa política
Na véspera da sessão do TSE, Cláudio Castro renunciou ao cargo dentro do prazo de desincompatibilização para concorrer ao Senado. A manobra foi interpretada por adversários como tentativa de manter a linha sucessória na Alerj e, assim, forçar a realização de eleição indireta.
Lacuna na linha sucessória fluminense
A falta de vice-governador agrava a incerteza. Thiago Pampolha abandonou o posto em 2025 para integrar o Tribunal de Contas do Estado. Sem vice, o próximo na fila é o presidente da Alerj, deputado Douglas Ruas (PL). Ruas pediu para assumir interinamente, mas o STF decidiu que ele deve aguardar a palavra final da Justiça Eleitoral. No momento, o presidente do Tribunal de Justiça do Rio, desembargador Ricardo Couto de Castro, ocupa interinamente o Palácio Guanabara.
O resultado do julgamento desta terça-feira no TSE poderá, portanto, não apenas confirmar ou anular a inelegibilidade do ex-governador, mas também abrir caminho definitivo para o formato da eleição que escolherá quem comandará o estado até o término do mandato.
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Crédito da imagem: Agência Brasil
Fonte: Agência Brasil
