O dólar comercial encerrou a quinta-feira, 28 de maio de 2026, em queda, cotado a R$ 5,032, uma diminuição de R$ 0,029, ou 0,57%. A moeda norte-americana começou o dia valendo R$ 5,07, mas apresentou uma queda significativa após a abertura das bolsas nos Estados Unidos, atingindo a mínima de R$ 5,02 por volta das 15h15.
Embora tenha apresentado uma queda nesta quinta, o dólar ainda acumula alta de 1,60% ao longo do mês de maio. No entanto, em uma perspectiva mais ampla, a moeda cai 8,33% desde o início de 2026.
O ambiente de câmbio foi influenciado por um alívio nas tensões geopolíticas no Oriente Médio, que contribuiu para a redução da demanda por ativos considerados mais seguros, como o dólar. A informação de que os Estados Unidos e o Irã estão avançando em um entendimento preliminar para expandir o cessar-fogo na região e iniciar novas negociações sobre o programa nuclear iraniano impactou positivamente os mercados.
Por outro lado, o índice Ibovespa da B3 fechou em baixa, aos 175.063 pontos, com uma queda de 0,39%. Essa desvalorização foi impulsionada, principalmente, pelas ações da Petrobras, além da cautela em relação à evolução da taxa de juros no Brasil. Os papéis preferenciais da estatal caíram 0,72%, enquanto as ações ordinárias tiveram uma queda de 1,16%, mesmo com o recente anúncio de reajuste da gasolina nas refinarias da empresa.
A divulgação do índice PCE nos Estados Unidos, um dos principais indicadores de inflação acompanhados pelo Federal Reserve, também teve impacto no mercado. O dado veio um pouco abaixo das expectativas, reforçando a percepção de que a inflação está mais controlada na economia americana.
Enquanto isso, os preços do petróleo apresentaram forte volatilidade, com o petróleo Brent fechando a US$ 92,70 por barril, uma alta de 0,49%. O barril WTI também subiu, cotado a US$ 88,90, com investidores cautelosos em meio a incertezas sobre o conflito no Oriente Médio.
