Na última quinta-feira, 28 de maio de 2026, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou que o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) foram classificados como Terroristas Globais Especialmente Designados (SDGTs, na sigla em inglês). Essa decisão marca um passo importante na luta contra o crime organizado e traz consequências diretas para as duas facções brasileiras.
Além da designação como SDGTs, o órgão americano também informou a intenção de classificar o PCC e o CV como Organizações Terroristas Estrangeiras (FTOs, na sigla em inglês). Essas classificações implicam em sanções significativas que podem afetar as operações financeiras e a capacidade de atuação dessas organizações.
O enquadramento como Terroristas Globais Especialmente Designados resulta em bloqueios financeiros, dificultando o acesso a recursos sob jurisdição dos Estados Unidos. Já as Organizações Terroristas Estrangeiras enfrentam punições mais severas, que incluem sanções criminais e diplomáticas, afetando ainda mais a estrutura de poder das facções.
A classificação como Terroristas Globais Especialmente Designados é feita com base na Ordem Executiva número 13.244, promulgada em 23 de setembro de 2001, pelo ex-presidente George W. Bush, em resposta aos ataques de 11 de setembro. Essa norma permite que os departamentos de Estado e do Tesouro dos EUA classifiquem grupos e indivíduos que representem riscos de atos terroristas.
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Segundo a Agência de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac), vinculada ao Departamento do Tesouro, a designação pode afetar não apenas as organizações, mas também aqueles que prestam apoio ou assistência a elas. O objetivo é interromper o acesso a fundos e recursos que possam sustentar atividades criminosas.
Por outro lado, a classificação como Organizações Terroristas Estrangeiras é regida pela seção 219 da Lei de Imigração e Nacionalidade de 1965. O Departamento de Estado é responsável por esse monitoramento, que inclui a análise das atividades dos grupos e a avaliação do risco que eles representam para a segurança nacional dos EUA.
Para que um grupo seja classificado como FTO, ele precisa ser estrangeiro, estar envolvido em atividades consideradas terroristas segundo a legislação americana e suas ações precisam ameaçar cidadãos e a segurança nacional dos Estados Unidos.
Com essa designação, os integrantes do PCC e do CV ficam proibidos de entrar nos Estados Unidos, além de ser ilegal o fornecimento de qualquer tipo de apoio ou recursos para essas organizações. Essa nova classificação pode ter um impacto significativo nas dinâmicas do crime organizado na América Latina e na percepção internacional sobre a segurança na região.
