Na última quarta-feira, 28 de maio de 2026, o Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou a classificação das facções brasileiras Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas. A designação terá efeito a partir de 5 de junho de 2026. Essa medida faz parte de uma estratégia mais ampla do governo americano para combater a violência e o tráfico de drogas que afetam não só o Brasil, mas toda a região.
Os grupos criminosos serão identificados como “terroristas globais especialmente designados” e também como “organizações terroristas estrangeiras”. Segundo o governo dos EUA, o CV e o PCC são considerados duas das organizações mais violentas do Brasil, com uma vasta rede de membros e uma história de ataques brutais contra policiais, funcionários públicos e civis.
Em comunicado oficial, as autoridades americanas destacaram que a influência e as operações ilícitas dessas facções se estendem além das fronteiras do Brasil, impactando negativamente a segurança regional. A declaração ressalta que, juntos, esses grupos criminosos comandam milhares de membros e têm um histórico de violência que afeta não apenas o Brasil, mas também outros países da América Latina.
“Juntas, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, funcionários públicos e civis brasileiros”, afirmaram os EUA.
O Secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também se manifestou sobre a decisão. Em uma postagem na rede social X, ele reforçou o compromisso do governo americano em usar todas as ferramentas disponíveis para proteger a nação e seus interesses de segurança nacional. Rubio afirmou que o governo Trump continuará a lutar contra o tráfico de drogas e a interromper o fluxo de receita que financia narcoterroristas violentos.
Essa nova classificação pode ter implicações significativas nas relações entre os Estados Unidos e o Brasil, além de impactar as operações das facções criminosas. A expectativa é que essa medida fortaleça os esforços de combate ao crime organizado e ajude a desmantelar as redes que sustentam essas organizações.
