Na última sexta-feira, 29 de maio, o senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), se reuniu com o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, para decidir quem irá ocupar a vaga deixada pelo ex-governador Cláudio Castro (PL) na disputa ao Senado pelo Rio de Janeiro. A escolha está entre o líder do Partido Liberal (PL) na Câmara dos Deputados, Sostenes Cavalcante (PL-RJ), e o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ).
A desistência de Cláudio Castro, anunciada na quinta-feira, 28 de maio, foi considerada uma decisão difícil, conforme ele mesmo declarou em vídeo nas redes sociais. O ex-governador ressaltou que a medida era necessária para que ele pudesse focar em sua defesa.
A renúncia de Castro ocorreu apenas dois dias após ele ser alvo da oitava fase da Operação Compliance Zero, que investiga supostas fraudes envolvendo o Banco Master. A operação, realizada pela Polícia Federal (PF) na terça-feira, 26 de maio, tinha como objetivo apurar possíveis irregularidades nos investimentos feitos pelo governo do Rio de Janeiro em fundos vinculados à referida instituição financeira.
Este não foi o primeiro enfrentamento de Cláudio Castro com a PF. Em 15 de maio, a corporação já havia cumprido um mandado de busca e apreensão em sua residência, onde foram confiscados celular e tablet do ex-governador, no âmbito da Operação Sem Refino, que investiga as ligações de Castro com o Grupo Refit.
Além das investigações da PF, Cláudio Castro também enfrentou uma condenação pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Em 24 de março, a corte decidiu, por cinco votos a dois, condená-lo por abuso de poder político e econômico em sua campanha à reeleição em 2022. Como resultado dessa decisão, ele se tornou inelegível até 2030, o que o impede de participar do pleito de 2026.
Com a saída de Castro da corrida ao Senado, a expectativa agora se volta para a definição do novo candidato pelo PL, que deve ser anunciado em breve, uma vez que a disputa pelo cargo se intensifica conforme as eleições se aproximam.
